<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1615050803877072817</id><updated>2011-11-04T18:36:41.681-02:00</updated><title type='text'>Insaniedades Aleatórias</title><subtitle type='html'>Insanidades: quem não sabe o significado, procure um dicionário.

Insaniedades: Coisas extremamente absurdas que, por incrível que pareça, fazem sentido.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ana Paula Andreolla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12261424608560429685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3wMQh3pureA/SMxcpQRhdzI/AAAAAAAAAAM/NxsVdhRMdD8/S220/anaruiva+020.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>24</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1615050803877072817.post-7565808214289718807</id><published>2011-08-18T21:01:00.000-03:00</published><updated>2011-08-18T21:02:07.816-03:00</updated><title type='text'>Democracia: sinônimo de liberdade. Será?</title><content type='html'>Uma porrada de circunstâncias justificam a necessidade de uma autoridade nos tempos atuais, seja ela democrática ou totalitária. Tudo bem, eu nem discordo tanto desse argumento: nunca tive muita vocação para o anarquismo, uma vez que os próprios anarquistas divergem sobre como funcionaria uma sociedade sem governo. Mas o que eu acho um absurdo, nos modelos conhecidos, é a forma como essas instituídas autoridades se relacionam com o povo. Até mesmo na democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente acha que devemos discordar apenas dos regimes totalitários e de ditadores, que acabam fazendo às vezes de uma monarquia hereditária. E alguns ditadores levam isso tão a sério que acham que tudo bem mandar o próprio exército sair atirando naqueles corajosos (mas nem sempre sensatos) que resolvem protestar, iniciando aí uma verdadeira guerra civil, que já vimos dizimar inúmeras economias mundo a fora. Está aí as centenas de crianças morrendo de fome na Somália – o resultado de anos de uma guerra civil que, mesmo tendo atingido um impasse notório, continua matando seres humanos todos os dias – que não me deixa mentir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo a Rússia ainda não se livrou totalmente dos sintomas terríveis de uma guerra civil que ganhou força com um exército de desertores, posteriormente batizado de exército vermelho, que acabou emplacando uma revolução que nada mais fez do que substituir um regime totalitário por outro. Se até mesmo Lênin, um antigo herói nacional, deixou o poder subir à cabeça, por que devemos acreditar que o filho mimado de grandes ditadores que fazem jus até mesmo ao czar russo estaria isento da sede de poder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com todas essas experiências que nem datam de tempos tão antigos assim (avôs de muitos russos provavelmente nasceram no auge da revolução), em muitos lugares, observamos que a humanidade continua insistindo no erro. E o que mais me deixa abismada é ver que os erros que geraram conseqüências tão drásticas e sem sentido, como foi a primeira guerra mundial, parecem se repetir ainda hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam a Síria, a Líbia, brincando de czar enquanto os países vizinhos assumem as dores, dão ultimatos e mobilizam seus exércitos. Por favor, já vimos esse filme antes. Pergunte para as mães e esposas de milhares de soldados que padeceram na batalha do Somme o que elas acham de entrar na guerra em defesa de países aliados? Pergunte para os alemães que morreram de fome e para as aristocratas que trocaram os teatros pelos cabarés o que eles acham de tratados de paz, como o grande fiasco da humanidade, digo, tratado de Versallhes?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente pode usar um argumento chave agora, me lembrando que muitos países entram em guerra não porque essa seja a vontade do povo, mas sim a vontade de uma minoria que toma decisões políticas – autoridades nem sempre eleitas de forma democrática, como o líder Israelense que, enquanto eu escrevo esse desabafo, está mobilizando suas tropas para lutarem na Síria, na Líbia, na Fixa de Gaza e na capital contra os manifestantes que clamam por justiça e democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que observamos até agora é que, após grandes guerras, em geral, há uma grande onda revolucionária. E vice e versa. Mas tudo isso só mostra que muitas pessoas morreram – e continuam morrendo - em nome de uma democracia. E quem sou eu, uma fedelha de 22 anos que nunca viu o irmão morrer por falar o que pensa, nunca virou a noite na fila de uma padaria para trocar o salário semanal por apenas um único pão, que nunca sequer esteve sob a mira de um revólver como todos aqueles que lutaram por um regime melhor, questionar o regime conquistado, que é essa tal de democracia? Ou então como eu, sendo jornalista, ouso questionar um regime que, em tese, garante a liberdade de expressão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, a democracia até que casa com os meus interesses. Acredito que uma pessoa tem que ter o direito de exercer cargos coerentes com sua inteligência, e não com o seu berço, e que o Estado deve ao menos tentar garantir que essa competição seja o mais justa possível. Mas também acredito que uma pessoa que fez conquistas financeiras por méritos próprios possam facilitar o surgimento de oportunidades para os seus herdeiros, investindo mais em educação, blá blá blá. Melhoria da espécie. E a democracia inserida num regime capitalista permite tudo isso. Então do que é que eu estou reclamando? Por que tento desacreditar a democracia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restringindo agora o regime democrático ao Brasil, acredito nele sim, mas acho que os brasileiros não foram preparados para recebê-lo. É um regime arriscado, que usa um disfarce liberal enquanto instaura um poder centralizado. Quem é que não está cansado de ver grandes figurões com históricos terrivelmente podres continuarem circulando no congresso? O povo foi às ruas uma vez. O povo tirou o Collor. E o Collor voltou para o poder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essas e outras razões, acredito que a democracia só funciona se instaurada em um povo que se faça ser visto como povo, e não como eleitores. O voto é a principal arma da população, mas deixa de ser arma quando é manipulado por quem deveria estar na mira, e não puxando o gatilho.  Nem sempre o que é melhor para o eleitor é também o que é melhor para o país. Mas é o eleitor que dá o poder, e não as políticas de longo prazo. E a democracia permite que as pessoas se candidatem para estar no poder. Agora, como alguém que quer estar no poder é de fato o melhor para a população?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado nisso, acredito que a democracia, instaurada em um povo que não está preparado para tal, sustenta os interesses de uma minoria enquanto manipula as armas dos cidadãos com políticas pobres, caras, mas de soluções irrisórias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo? É piegas demais citar o Bolsa Família? Aposto que muita gente pensou nele. Mas o Bolsa Família é genial e indispensável – porém ineficaz quando não acompanhado de um programa que possa garantir também que os beneficiados conquistem a independência do benefício. Acredito mais em políticas que dêem ferramentas para a pessoa conquistar o pão do quem em políticas que dêem o pão logo de cara. Mas também sei que uma pessoa que está morrendo de fome não consegue desenvolver uma função remunerada. Por isso as duas devem andar juntas, para que o cidadão possa investir em sua qualificação profissional, ou seja, investir em educação, e conquistar uma vida melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas em quem o brasileiro que está morrendo de fome vai votar? Em quem garante equilibrar o investimento em educação com os investimentos em ações sociais ou em quem afirme priorizar as ações sociais acima de tudo? Programas sociais fazem uma média imediata com o tal candidato. Políticas de longo prazo, não. Mas se o político olhasse para os cidadãos como povo, e não como eleitores, não se importaria em fazer média e o discurso da ação social viria acompanhado do discurso sobre a importância da qualificação profissional. That’s a dream.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E falando em qualificação profissional, entramos em um outro gargalo da democracia: a política local, cujos programas, com menos visibilidade, permitem ainda mais o sustento da politicagem mascarada de compromisso social, deixando de lado aquelas questõezinhas chatas como desenvolvimento econômico e social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo? Se é para se tratar de uma política local, pobre, de grande investimento e de solução irrisória, como é boa parte dos programas sociais que visam o eleitor e não o povo, então vamos pegar a menor Unidade de Federação, o Distrito Federal, e um de seus programas mais recentes, o Qualificopa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca tinha sentido tanta vergonha do meu voto. Eis que, numa belíssima tarde de terça-feira, a voz que clamou aos quatro ventos uma proposta de mudança, nosso governador eleito também pelo meu voto, convoca toda a imprensa para anunciar o nosso bom e velho conhecido: um programa de politicagem social que, ao meu ver, só atrasa o desenvolvimento social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com investimento de mais de R$ 10 milhões, o Qualificopa deve oferecer cursos para capacitar, até 2014, 32 mil pessoas no Distrito Federal. Mas não se iluda. São cursos para que as pessoas possam atuar como camareiras, vendedores, garçons, tudo visando que os turistas estrangeiros sejam muito bem recepcionados por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ideia bacana. Pelo menos qualifica e gera emprego. NÃO! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Secretaria de Trabalho do DF, o mercado de trabalho aqui não é qualificado. Ao contrário do que ocorre no restante do país, aqui, os salários oferecidos nos empregos públicos, em média, superam em até quatro vezes os que são oferecidos pela rede privada. E quase 25% da população é funcionária pública. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Essa parcela, que é uma minoria, no entanto, promove e sustenta um mercado de trabalho desqualificado, como contratações de serviços domésticos, de jardinagem, de salões de beleza e, naturalmente, o salário generoso atrai os olhares de empresários, que constroem suas lojas aqui, empregando operários da construção civil e vendedores ou então fomentando a cultura de bares e restaurantes. Em função disso, o DF é uma das únicas unidades de federação em que a desigualdade social está aumentando em vez de diminuir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, com esses dados em mãos, o que o nosso governador faz? Pega dinheiro e investe em políticas que contribuem para que o mercado de trabalho continue tendo esse perfil tão prejudicial para o desenvolvimento social. Em seu discurso, ele até fala que se trata de uma grande oportunidade, principalmente para os jovens. Caro doutor Agnelo, não estou desmerecendo as profissões, mas muitas camareiras, garçonetes, empregadas domésticas e vendedoras, assim como a sua mãe, também sonham em ter um filho doutor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fico ainda mais frustrada quando vejo o Qualificopa entrando no lugar do Bolsa Universitária, que até hoje nunca foi dada uma explicação para a extinção do programa que levava para a universidade quatro mil jovens por semestre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente. Eu ia gostar muito mais de terminar o meu ensino médio e pisar numa universidade, correr atrás de estágio, do que pisar na recepção de um hotel, ficar atrás de um balcão de vendas ou servir coquetéis para gringos de maneira elegante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o povo quer emprego. O Agnelo dá emprego. Então vamos votar nele. E viva a democracia que manipula tão facilmente um povo que se considera livre mas, na verdade, vota para a centralização do poder, e não para o desenvolvimento econômico e social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, acho que não foi para isso que tantos morreram nas grandes revoluções que, embora tenham ocorrido ontem, estão tão esquecidas não só aqui e no oriente médio, mas em todo o mundo, que parece que ocorreram há milhares de anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1615050803877072817-7565808214289718807?l=insaniedadesaleatorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/feeds/7565808214289718807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1615050803877072817&amp;postID=7565808214289718807' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/7565808214289718807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/7565808214289718807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/2011/08/democracia-sinonimo-de-liberdade-sera.html' title='Democracia: sinônimo de liberdade. Será?'/><author><name>Ana Paula Andreolla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12261424608560429685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3wMQh3pureA/SMxcpQRhdzI/AAAAAAAAAAM/NxsVdhRMdD8/S220/anaruiva+020.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1615050803877072817.post-5436257447992260031</id><published>2011-04-24T23:28:00.002-03:00</published><updated>2011-04-24T23:32:18.333-03:00</updated><title type='text'>Como seria a vida livre do papel?</title><content type='html'>Às vezes tudo o que você queria era um dia frio num lago espelhado. Sentar-se nas margens, com a certeza de que ninguém mais vai se aproximar por causa do frio que se faz além das paredes. &lt;br /&gt;Talvez você até se permita uma única companhia: um bom livro, daqueles que você começa a ler, entra na história, e por alguns instantes mágicos a única realidade que existe está naquelas páginas às quais você se entregou, se prendeu e se perdeu.&lt;br /&gt;Talvez alguns chocolates, dizem que libera endorfinas, e que essas tais de inas fazem  bem. E quem sabe um daqueles vinhos tintos bem caros, com idade superior à sua só para que você se sinta um pouquinho mais jovem, e um pouquinho mais sábia também.&lt;br /&gt;O vinho seria para beber só no final. Dizem que dá sono, e é para evitar que a insônia te obrigue a encarar as desmaselas dos fatos que estão além do papel transvestido em um livro retangular. Aliás, por que os livros precisam ser retangulares? Formas quadráticas dão a ideia de prisão, mas os livros não tentam te fazer viajar por vários mundos sem sair do lugar? É meio contraditório. Talvez o mundo fosse um lugar bem diferente se os livros tivessem formas de vacas, ou de garrafas. Mas eu acho que deveriam ter forma de barcos ou de naves espaciais. Ou de cérebros.&lt;br /&gt;Acho que quando fechasse o livro, deixaria um pouco do vinho cair no lago espelhado. Não para ter o prazer de esbaldar um vinho caro, isso não importa. Vale qualquer preço só para ver o tinto do vinho ganhar formas bizarras no lago espelhado e gelado antes de se dissolver. Talvez fabricantes de livros deveriam se inspirar nessas formas também, embora eu acredite que grante parte das pessoas acabaria confundindo-os com neurônios de papel. Não que eles já não sejam, by the way.&lt;br /&gt;Existe vida sem papel?&lt;br /&gt;Esses dias eu acordei. Me arrumei, girei a chave e fui trabalhar. Acabei parando em um desses cenários que os contratos dos seguros classificam como 'desastres naturais' e se esquivam de arcar com os prejuízos. Nas masmorras da universidade, equipamentos boiavam na água como se não entendessem o prejuízo milionário que um simples mergulho pode causar quando se é um plástico revestido de fios.&lt;br /&gt;Livros raros (e de novo os livros surgem nesse texto sem pé nem cabeça) se perderam por completo. "Foi um dia de luto no universo acadêmico", como disseram muitas autoridades. Depois eu fui almoçar.&lt;br /&gt;Almocei com um cara que conheci naquele cenário. Um fotógrafo, de equipamentos bem caros, daqueles equipamentos que eu tenho certeza de que, se configurados da maneira certa, poderiam traçar com maestria o mapa das estrelas. Ele já esteve em 35 países, e de fato tinha ótimas histórias para contar.&lt;br /&gt;Tudo o que ele contou, porém, poderia estar em qualquer livro. Tudo o que ele descreveu, em qualquer foto. Então, se tudo pode ser visto em um livro, ou na internet, o que é que torna uma experiência única, afinal?&lt;br /&gt;Até o amor já ganhou lugar num formato retangular. &lt;br /&gt;Então aqui eu mudo a minha pergunta: como seria a vida livre do papel?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1615050803877072817-5436257447992260031?l=insaniedadesaleatorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/feeds/5436257447992260031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1615050803877072817&amp;postID=5436257447992260031' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/5436257447992260031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/5436257447992260031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/2011/04/como-seria-vida-livre-do-papel.html' title='Como seria a vida livre do papel?'/><author><name>Ana Paula Andreolla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12261424608560429685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3wMQh3pureA/SMxcpQRhdzI/AAAAAAAAAAM/NxsVdhRMdD8/S220/anaruiva+020.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1615050803877072817.post-3825836310835260390</id><published>2010-10-04T09:58:00.002-03:00</published><updated>2010-10-04T10:07:04.289-03:00</updated><title type='text'>O dia em que o "casal 20" saiu de casa para votar</title><content type='html'>Em dia de eleição as notícias são extremamente perecíveis, e toda a matéria que eu fiz detalhando o dia em que Weslian e Joaquim Roriz votaram não pôde ser publicada na íntegra no Jornal devido aos acontecimentos que sucederam as apurações das urnas eletrônicas. Mas, quem tiver interesse, está aqui a íntegra das vaias e atrapalhadas que marcaram o dia em que o "casal 20" saiu de casa para votar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após 1,2 minuto votando, a candidata a governadora do Distrito Federal pela coligação Esperança Renovada, Weslian Roriz, precisou voltar à urna para confirmar o voto. A atrapalhada da candidata lhe rendeu risadinhas envergonhadas enquanto tentava se explicar. “Esqueci de confirmar meu voto. Precisei voltar pra concluir”, riu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Weslian Roriz chegou à zona eleitoral 010, situada no Centro de Ensino Médio I do Núcleo Bandeirante, por volta das 11h20min da manhã de ontem. A candidata chegou acompanhada do marido, o ex candidato Joaquim Roriz, e do candidato a senador pela mesma coligação, Laerte Bessa. No local, Weslian Roriz garantiu que todos os seus votos foram para os candidatos que compõem a chapa Esperança Renovada. “Não vou dizer em quem eu votei para presidente. Meu voto é secreto. Mas votei em todos os candidatos da minha coligação”, informou a candidata, ainda na zona eleitoral, onde foi vaiada por grande parte dos eleitores que faziam filas para votar.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;As vaias surgiram logo após a candidata deixar a urna, e durante quase um minuto abafaram o som dos aplausos de apenas uns poucos eleitores que a acompanhavam de perto. Porém, nem mesmo a nada calorosa recepção dos eleitores foi capaz de abalar a confiança de Weslian Roriz. “Não me incomodo com as vaias. Tive uma boa formação, e espero vencer ainda no primeiro turno”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estimativa de tempo de espera para a fila da seção eleitoral n° 54 era de 20 minutos quando a candidata chegou para votar. No entanto, Weslian Roriz, que completa 68 anos na próxima quinta-feira, usou a condição de preferencial para fugir da fila, e a atitude deixou dividida as opiniões de quem compartilha a seção eleitoral com a candidata. “Ela já é uma senhora, tem quase 70 anos. Todos os idosos usam a preferencial, não tem nada demais ela fazer isso também”, opina o professor Pablo Pizza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a cabeleleira Jaqueline Mesquita, de 44 anos, achou a atitude uma falta de respeito com os outros eleitores. “Eu estou aqui com a perna machucada, e estou enfrentando fila como todo mundo. Porque todos precisam parar para que ela vote? Ela devia dar o exemplo e ficar na fila como todos nós. Isso é um absurdo”, revoltou-se.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Weslian Roriz se tornou candidata a menos de dez dias das eleições, assumindo o lugar de seu marido, Joaquim Roriz. No entanto, sua candidatura só foi aprovada no último sábado, véspera de eleição. “Não fiquei apreensiva com a demora para ter confirmada a minha candidatura. Ela foi aprovada, e isso só mostra que essa é a vontade de Deus”, declarou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ex governador Joaquim Roriz renunciou a candidatura no dia 24 de setembro após ser impugnado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na lei da ficha limpa. Na noite do dia 23 de setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) não chegou a uma decisão se Roriz poderia ou não ser candidato, com um empate de cinco a cinco. Assim, Roriz preferiu dar lugar para que a mulher assumisse a candidatura pelo Governo do Distrito Federal, e a acompanhou durante toda a votação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após deixar Weslian Roriz no carro, foi a vez de Joaquim Roriz votar, na Escola Salesiana do Núcleo Bandeirante, a menos de dez metros de onde a esposa votou. A breve passagem de Roriz pelo local não passou despercebida pelos eleitores. Assim que notaram sua presença, os eleitores o afrontaram com vaias e gritos de “Ficha Suja” que o acompanharam durante boa parte do trajeto de volta para o carro. E, como a esposa, Joaquim Roriz também afirmou ter votado em peso nos candidatos da chapa Esperança Renovada.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Roriz disse ainda não estar triste por não ter se firmado candidato nessas eleições. “Sinto como se estivesse jogando em uma olimpíada, coloquei a bola na cara do gol, e deixei para a minha mulher chutar”, afirma o candidato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando questionado se a esposa já lhe fez um convite para ocupar algum cargo no governo caso seja eleita, Joaquim Roriz nega, mas afirma que ajudará a esposa a governar a capital. “Formalmente, ela ainda não me convidou para nenhum cargo no governo se ela for eleita, ela é muito reservada. Mas estarei sempre dando conselhos para ela. Só que, mesmo com os meus conselhos, ela é quem irá tomar as decisões”, garantiu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1615050803877072817-3825836310835260390?l=insaniedadesaleatorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/feeds/3825836310835260390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1615050803877072817&amp;postID=3825836310835260390' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/3825836310835260390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/3825836310835260390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/2010/10/o-dia-em-que-o-casal-20-saiu-de-casa.html' title='O dia em que o &quot;casal 20&quot; saiu de casa para votar'/><author><name>Ana Paula Andreolla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12261424608560429685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3wMQh3pureA/SMxcpQRhdzI/AAAAAAAAAAM/NxsVdhRMdD8/S220/anaruiva+020.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1615050803877072817.post-8547059319223238670</id><published>2010-08-09T16:00:00.000-03:00</published><updated>2010-08-09T16:01:59.232-03:00</updated><title type='text'>Blábláblás wiskas saschês jornalísticos</title><content type='html'>Muitas pessoas acham que jornalistas são egocêntricos. Não faço idéia da razão. Deve ser porque chegamos no local de trabalho, saímos da redação, corremos atrás de histórias, e em seguida, contamos toda a nossa aventura do dia para, no meu caso, 30 mil pessoas. Todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acho que não é bem assim. Quando se trabalha como repórter você entrevista desde um humilde catador de lixo até o presidente da república. É, eu já fiz as duas coisas. Em algumas pautas, você conhece lugares magníficos, tira alguns dias de princesa em hotéis, sendo paparicada por todos os funcionários só pra você falar bem deles no jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras, você está toda arrumadinha pensando naquele encontro com amigos após o expediente encerrar, tira a melhor roupa do guarda-roupa porque da redação vai direto para o bar/shopping/whatever. E aí, nesse dia, e é incrível como sempre acontece quando você está bem arrumadinha, você acaba pisando em ratos (literalmente, no meu caso), ou acaba caindo de pára-quedas no meio de um incêndio em um lixão lá na Estrutural. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem contar aquela vez em que você tinha toda uma programação para o final de semana, e aí um grupo de jovens decide fazer um passeio em um barco precário e afundam, naufragando com todo o seu final de semana. Acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem pensa em ingressar na profissão, eu adianto, não é fácil. Se preparem para não ter hora pra sair, se preparem para entrar no meio do fogo, da água, dar plantão na porta da casa do governador até de madrugada e diversas outras situações. E com elas, se preparem também para brigas com namorado, que não entende você se levantar da mesa do restaurante no dia do aniversário de namoro para correr e ver se alguém morreu no acidente ali na esquina. É automático. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo isso está longe de ser egocentrismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias, cada vez que eu me sento para escrever uma matéria diferente, eu fico imaginado como escreveria se não existissem normas e palavrinhas como ética, respeito, difamação, calúnia, prejuízo, demissão, pena em regime fechado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegarei de exemplo a ultima que escrevi. Para começar, jamais trataria aquela senhora gorda que exerce o cargo de secretária de saúde do DF como secretária. Usaria sem medo expressões como “A cobra jararaca gorda revela que a secretaria começou a estudar estatísticas de atendimento nos postos de saúde para remanejar os profissionais....”, e “quando questionada se a secretaria já estuda algum programa para resolver o problema da falta de médicos no DF, a grossa mandou os repórteres exercerem a profissão de médicos em lugares em que até a medicina indígena (risos abafados) dispõe de técnica superior...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tivesse liberdade, contaria com detalhes a vez em que o presidente, quando achou que ninguém estava olhando [e como pode ninguém estar olhando para o presidente em um evento?] limpou o salão. Ou as curiosas expressões que as pessoas adotam quando se sentem arrochadas por uma pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você passa muito tempo envolvida em um único caso, tornam-se nítidos os interesses por trás de cada protagonista que enche de aspas as páginas que compõem o jornal. E aí você tem que conviver com cinismos, depoimentos, mistérios policiais. Nessa profissão, você acaba sendo de tudo um pouco. Qual foi o repórter de polícia que nunca tomou depoimento de uma testemunha antes mesmo do delegado? Qual foi o repórter de política que nunca sentiu um frio na barriga e um êxtase ao ver aquele político safado, com quem você conversou por meses, sendo levado para a delegacia escoltado pela Polícia Federal? Qual foi a repórter de cidades que nunca colocou o salto num terreno baldio, cheio de ratos, e constatou que o local é foco de dengue/hantavirose/whatever? Somos fiscais, agentes policiais, delegados, agentes sanitários, advogados, não. Somos só jornalistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como jornalistas, só narramos os fatos. Mesmo achando que as vezes, a notícia, da forma como é tratada, não passa para o leitor toda aquela emoção, toda a descoberta, o êxtase estonteante de ver a notícia acontecer, invés de ficar sabendo, acredito que é assim que tem que ser feito. Aquela velha história da imparcialidade, de deixar que o leitor forme o sua própria crítica. Até porque, se o jornalismo fosse feito dessa maneira liberal como exemplifiquei antes, aí sim poderiam nos chamar de egocêntricos, aí sim poderiam nos chamar de sensacionalistas, aí sim poderiam nos chamar de manipuladores. Mas não somos nada disso. Somos só jornalistas, e temos dias bons e ruins, como todas as outras profissões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1615050803877072817-8547059319223238670?l=insaniedadesaleatorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/feeds/8547059319223238670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1615050803877072817&amp;postID=8547059319223238670' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/8547059319223238670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/8547059319223238670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/2010/08/blablablas-wiskas-sasches-jornalisticos.html' title='Blábláblás wiskas saschês jornalísticos'/><author><name>Ana Paula Andreolla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12261424608560429685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3wMQh3pureA/SMxcpQRhdzI/AAAAAAAAAAM/NxsVdhRMdD8/S220/anaruiva+020.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1615050803877072817.post-2773096748955842567</id><published>2010-08-04T03:38:00.002-03:00</published><updated>2010-08-04T03:54:21.311-03:00</updated><title type='text'>Não entendo.</title><content type='html'>&lt;div&gt;É impressionante como as pessoas, todas as pessoas que existem no mundo, conseguem ser diversas pessoas diferentes em um único ano, em um único mês, em um único dia. É besteira dizer que somos os mesmos. Pequenos acontecimentos do cotidiano nos mudam, grandes acontecimentos também nos mudam bastante ou nos mudam bem pouco. Mas nos mudam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez seja por causa dessas incontroláveis mudanças diárias que estamos suscetíveis a cometer vários erros, um atrás do outro, e, no final, acabar percebendo que cada erro que cometemos era na verdade um passo em direção a um dos tantos caminhos certos que existem nas nossas mentes e, por vezes, além delas.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sei dizer quantas vezes isso aconteceu comigo, de quantas maneiras diferentes, se é que já aconteceu. Muito menos sei quantificar a real relevância disso. Só sei que acontece, todos os dias, com mais de seis bilhões de pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não entendo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1615050803877072817-2773096748955842567?l=insaniedadesaleatorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/feeds/2773096748955842567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1615050803877072817&amp;postID=2773096748955842567' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/2773096748955842567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/2773096748955842567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/2010/08/nao-entendo.html' title='Não entendo.'/><author><name>Ana Paula Andreolla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12261424608560429685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3wMQh3pureA/SMxcpQRhdzI/AAAAAAAAAAM/NxsVdhRMdD8/S220/anaruiva+020.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1615050803877072817.post-1937093272318383942</id><published>2010-07-30T01:09:00.003-03:00</published><updated>2010-08-04T04:06:57.334-03:00</updated><title type='text'>Tédio</title><content type='html'>&lt;div&gt;Preciso de um livro novo. Acho que muitas pessoas de fato acreditam que o principal passatempo de uma pessoa que exerce a profissão de jornalista deva ser passar horas sentada na frente de um computador, escrevendo sobre diversos assuntos que não vou entrar em detalhes porque seriam apenas mais um monte de blablabla wiskas saschês.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez eu devesse escrever mais, mesmo, apesar de escrever todos os dias. Mas é diferente. Só que não sei ainda se é sobre a diferença entre escrever pra um jornal e a vida pessoal de um repórter que eu quero falar nesse blog. Sei lá. Só sei que de repente senti uma vontade insana de começar a ler um novo livro, e precisava muito escrever sobre essa vontade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não estou, porem, com vontade de escrever sobre os prazeres de dedicar algumas horas do seu dia para a leitura, seja ela qual for. Isso é tão óbvio, e tão chato de se pensar..acho que, na verdade, escrever sobre o prazer da leitura só limita a sensação de ler, e mesmo que você use as mais singelas palavras para descrever a capacidade incrivel que um bom livro tem de te tornar, por alguns instantes, alheia a sua própria vida de forma espetacular, só faz com que a vontade de ler se torne cada vez mais distante, ou, tentar definir, tira toda a magia, que talvez seja pura ilusão, que um bom livro guarda distribuída em suas páginas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nossa, me distraí com a televisão. Ela me fez lembrar que são quase duas horas da manhã, eu já deveria estar dormindo há séculos. Talvez eu vá dormir agora. Mas, se for, levarei uma pergunta irrespondível pra cama: Por que eu preciso de um livro novo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por quê?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deve ser pra não correr o risco de enjoar das páginas do cotidiano.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1615050803877072817-1937093272318383942?l=insaniedadesaleatorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/feeds/1937093272318383942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1615050803877072817&amp;postID=1937093272318383942' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/1937093272318383942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/1937093272318383942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/2010/07/preciso-de-um-livro-novo.html' title='Tédio'/><author><name>Ana Paula Andreolla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12261424608560429685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3wMQh3pureA/SMxcpQRhdzI/AAAAAAAAAAM/NxsVdhRMdD8/S220/anaruiva+020.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1615050803877072817.post-1749035008725104197</id><published>2009-12-21T11:16:00.000-02:00</published><updated>2009-12-21T11:18:28.330-02:00</updated><title type='text'>To my best friend: Saudade de um silêncio azul.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Saudade de um silêncio azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levando em consideração todos os acontecimentos deste ano, eu não sei como será a sua comemoração de ano novo, e nem sei como vai ser a minha, mas a frase “saudade de um silêncio azul”, definitivamente é a ultima frase que eu quero dizer antes de deixar 2009 para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que passagens de ano nada mais são do que uma representação simbólica, ainda que se trate de uma representação que traga para as pessoas, além de esperança, um sentimento de renovação. Talvez seja por isso que as pessoas, quando chega essa época do ano, costumam fazer uma retrospectiva do ano que passou e se policiam para se tornarem pessoas melhores no ano seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, fazendo uma retrospectiva, a frase que melhor definiria como me sinto nesses últimos dias de 2009, é essa: saudade de um silêncio azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa frase representa muito mais do que um momento necessário enquanto você narrava uma máfia. Representa, entre outros aspectos, os melhores momentos de 2009, e também um dos melhores momentos da minha vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse fim de semana, de noite, fui em Taguatinga buscar o carro do meu pai, que estava em uma oficina. Taguatinga é bem longe do plano piloto. Fomos de moto e eu voltei dirigindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando pra casa eu desliguei o som. Eu adoro dirigir, e vim dirigindo bem tranqüila. Gosto de observar a cidade, as pessoas, mas no fim do ano é diferente do que em qualquer outra época do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar, a cidade está toda enfeitada para o natal. Repleta de luzes coloridas que iluminam pessoas que andam sorrindo carregando sacolas pelas ruas, pessoas que atravessam apressadas a faixa de pedestre, e outras que atravessam segurando a mão de uma criança cujos olhos brilham ainda mais do que as luzes que esta aponta com entusiasmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os caminhões da coca-cola até parecem feitos de mágica enquanto andam pela cidade com enfeites e luzes magníficas, tocando melodias daquelas que você guardava numa caixinha de música quando criança. Tudo parece um comercial de fim de ano, onde até o mendigo que outrora estendia a mão com pesar nos olhos agora o faz sorrindo, com a frase: “Deus te abençoe e tenha um feliz natal!” prostrada na ponta da língua. Acho que essa é também a única época do ano em que o mendigo deixa de ser preto e branco e ganha um pouquinho de cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa mistura de luzes coloridas e enfeites espalhafatosos vão pintando a realidade. Cores, cores por todos os lados, cores de todas as cores. As únicas coisas que permanecem brancas são as estrelas, a única coisa que permanece negra é o céu noturno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tem outra coisa que eu adoro observar enquanto dirijo, essa coisa é o céu. Especificamente, gosto de olhar para o céu se fundindo com a estrada no horizonte. Dá aquela sensação de liberdade, da não existência do fim...enquanto dirijo parece que nada mais existe além de mim, do carro que parece me obedecer com o pensamento e uma estrada infinita a ser conquistada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim e infinito. Duas ideias antagônicas apareceram num único parágrafo. Eu não gosto da palavra fim, e enquanto eu dirijo não existe no mundo nada mais distante do que a idéia do fim. Ganho em cada esquina uma esperança, em cada alternância de cenário o sabor de vida nova, e em cada rosto diferente imagino uma história magnífica! Dirigir no fim do ano é passar por um túnel que circula todo o universo. Um túnel feito de rostos e cores. E eu gosto de rostos e cores. Talvez seja por isso que eu não gosto da lua cheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá, no céu, inatingível com o seu ar superior, orgulhosa, impõe sua aparição para todos aqueles corajosos que ousam erguer suas cabeças para mirar o infinito. Mas como pode um círculo sem ter mais pra onde se expandir, totalmente preenchido pelo vazio, que representa muito mais uma mesmisse do que uma continuidade, do que uma evolução, querer sobrepor-se sobre a imagem do infinito ausente de fronteiras, que encontra em cada horizonte, um horizonte ainda mais distante?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;A lua cheia é bonita sim, mas grande, vazia, redonda e sem mais perspectivas. E eu não gostava de nada que atinge o pico máximo. Gosto das coisas que crescem.&lt;br /&gt;As coisas, quando atingem o auge, representam o fim do progresso. E como eu disse antes, eu não gosto de finais felizes, porque eu não gosto do fim. Gosto da evolução. E a lua cheia não tem rosto, não tem cor, e é incapaz de evoluir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você olhar em volta vai reparar que as cores do natal são vermelho, dourado e verde. Mas o azul, Frost, o azul ta no céu, o azul ta no mar, o azul ta no horizonte e ta nos olhos do meu pai. E em 2009 você pintou a minha vida de azul ao se tornar azul. E repare que todas as coisas azuis não possuem início, meio e fim. Elas apenas continuam existindo, pra sempre. E pra sempre você vai ser uma das pessoas mais importantes da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida tem muitas cores e gostos e formas, e dizem que é feita de momentos e saudades. A minha vida tem muitas cores, muitos gostos e muitas formas, mas a minha saudade, essa, é &lt;span style="color:#33ccff;"&gt;azul&lt;/span&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1615050803877072817-1749035008725104197?l=insaniedadesaleatorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/feeds/1749035008725104197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1615050803877072817&amp;postID=1749035008725104197' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/1749035008725104197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/1749035008725104197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/2009/12/to-my-best-friend-saudade-de-um.html' title='To my best friend: Saudade de um silêncio azul.'/><author><name>Ana Paula Andreolla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12261424608560429685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3wMQh3pureA/SMxcpQRhdzI/AAAAAAAAAAM/NxsVdhRMdD8/S220/anaruiva+020.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1615050803877072817.post-5116971327252273948</id><published>2009-12-13T22:51:00.000-02:00</published><updated>2009-12-13T22:53:24.718-02:00</updated><title type='text'>^^</title><content type='html'>Use a desculpa de que quer entrar no mundo das drogas só pra salvar o amor da sua vida,&lt;br /&gt; e definhe a cada dia que passa adorando o fato de estar fracassando nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hipocrisia...eu quero uma pra viver"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos embora, loucos fazem loucuras."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1615050803877072817-5116971327252273948?l=insaniedadesaleatorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/feeds/5116971327252273948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1615050803877072817&amp;postID=5116971327252273948' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/5116971327252273948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/5116971327252273948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/2009/12/blog-post.html' title='^^'/><author><name>Ana Paula Andreolla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12261424608560429685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3wMQh3pureA/SMxcpQRhdzI/AAAAAAAAAAM/NxsVdhRMdD8/S220/anaruiva+020.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1615050803877072817.post-4830313315023916299</id><published>2009-09-10T10:37:00.001-03:00</published><updated>2009-09-10T10:58:07.989-03:00</updated><title type='text'>Mídia, Ciência e Tecnologia - células-tronco</title><content type='html'>O post a seguir é parte de um trabalho que fiz no terceiro semestre da faculdade. To colocando aqui porque to com umas ideias pra um outro post, e que para não ficar muito grande, farei referências a alguns conceitos trabalhados neste. Mas, para os que me conhecem, pode ser que eu nem faça o post. De qualquer forma, fica aí ^^&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A ciência, a mídia e a sociedade nas células-tronco embrionárias – Parte I&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As células-tronco embrionárias tem gerado bastante polêmica na sociedade. Porém, mais do que provocar debates entre cientistas e religiosos, mais do que brincar com leis e legislações, mais do que brotar esperanças nos sonhos de pessoas portadoras de determinadas doenças ou de afligir as convicções de outros, a polêmica, acima de tudo, realizou uma façanha há muito não observada na atualidade: a aproximação, o contato da ciência com a população.&lt;br /&gt;Embora inquestionavelmente se mostre presente de forma marcante em todas as civilizações, seja por meio da medicina ou dos recursos tecnológicos, a ciência em sua essência, no Brasil, ainda é restrita aos cientistas. Por isso, tanto quanto as novidades medicinais, as discussões a respeito da utilização de células extraídas de embriões para pesquisas científicas trouxeram também outra novidade: o interesse e a busca de conhecimento das pessoas sobre o tema para terem mais do que opiniões gasosas para uma questão que engloba aspectos científicos, éticos, sociais, políticos e também econômicos.&lt;br /&gt;Mas, afinal, o que são células-tronco?&lt;br /&gt;Em 1963, a revista científica Nature publicou algumas experiências realizadas por James Edgar Till, considerado o pai das células-tronco. Essas experiências mostraram que colônias derivadas da medula, formadas no baço de ratos que receberam radiação pesada, eram clones derivados de células singulares. Esses clones continham mais de um tipo de célula formadora de sangue diferenciada. Então, fortes evidências foram oferecidas, pela primeira vez, de que a medula óssea do rato adulto contém células progenitoras multipotentes, ou seja, células que podem dar origem a diversos outros tipos restritos e limitados de células.&lt;br /&gt;Basicamente, são células capazes de se dividirem e se diferenciarem por vários tecidos do corpo. Essas células possuem diversas características, podendo ser divididas quanto a classificação e quanto a sua natureza.&lt;br /&gt;Quanto à classificação, temos quatro subdivisões: Totipotentes, Pluripotentes ou Multipotentes, Oligotentes e Unipotentes.&lt;br /&gt;As totipotentes são as células capazes de se diferenciar em todos os 216 tecidos que formam o corpo humano, incluindo a placenta e os anexos embrionários. Essas células são encontradas nas primeiras fases de divisão do embrião, ou seja, por volta do terceiro ou quarto dia do seu desenvolvimento, quando apresentam até 16 – 32 células.&lt;br /&gt;Excluindo a placenta e os anexos embrionários, as pluripotentes ou multipotentes são capazes de diferenciarem-se em todos os outros tecidos humanos, encontradas em uma fase do desenvolvimento do embrião chamada de blastocisto, ou seja, no quinto dia de desenvolvimento, onde apresentam 32-64 células, sendo que as internas do blastocisto são pluripotentes, e as presentes nas membranas externas destinam-se a produção da placenta e as membranas embrionárias.&lt;br /&gt;As oligotentes, por sua vez, são aquelas que diferenciam-se em poucos tecidos do corpo humano, e as unipotentes, apenas em um único tecido.&lt;br /&gt;Quanto à sua natureza, são duas: adultas e embrionárias.&lt;br /&gt;As células-tronco adultas são extraídas dos diversos tecidos humanos, tais como: medula óssea, sangue, fígado, cordão umbilical, placenta, etc. (essas duas ultimas são consideradas adultas devido as suas características de limitação de dferenciação). Também as encontramos nos tecidos adultos, na medula óssea, sistema nervoso e epitélio, porém, sua diferenciação é limitada, e não se pode obter delas a maioria dos tecidos humanos; o que já não ocorre nas células-tronco embrionárias.&lt;br /&gt;As células-tronco embrionárias são encontradas no embrião humano e são classificadas como totipotentes ou pluripotentes, devido ao seu alto poder de diferenciação celular de outros tecidos, o que a torna bastante estimada entre a comunidade científica pelas possibilidades de regeneração que oferece. Isso significa que ela traz, no pacote, a possibilidade de vencer diversas doenças degenerativas que ainda no século XXI matam milhões de pessoas todos os anos.&lt;br /&gt; A descoberta das promissoras características das células-tronco embrionárias seria quase perfeita se não fosse por um único detalhe: a sua forma de obtenção, que, para se coletar o suficiente para atender satisfatoriamente as demandas das pesquisas, inevitavelmente, causa a destruição do embrião.&lt;br /&gt;Por esse motivo, a utilização de células-tronco embrionárias para fins terapêuticos vem causando bastante polêmica no mundo todo. Recentemente, no Brasil, as pesquisas com este singular tipo de célula foram aprovadas. Mas sua aprovação não se deu antes de um intenso debate entre a comunidade científica, religiosa, política, social e até mesmo econômica.Como citado anteriormente, as publicações com a temática células-tronco datam de mais de 40 anos. No Brasil, elas nunca se viram tão presentes como nesse primeiro semestre de 2008.&lt;br /&gt;De repente, questionamentos aos parágrafos que regem os segmentos da Constituição Brasileira, como o que garante proteção e direito à vida de todos os seres humanos, e da lei de biossegurança que permitia aos cientistas utilizarem células-tronco de embriões congelados há mais de 3 anos para fins terapêuticos, proporcionaram aos jornais de todo o Brasil artigos ácidos de cientistas, políticos, religiosos e editoriais polêmicos.&lt;br /&gt;Não seria exagero dizer que cientistas e religiosos despejaram nos jornais anos de tensão acumulada de uma briga que data desde os primórdios: Ciência x Religião. Razão x Fé.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Ciência e a Tecnologia no decorrer da história&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Desde o surgimento da filosofia, o homem vem questionando os fenômenos naturais e buscando outras respostas que não as simplistas oferecidas pela religião. Mas, se pararmos para observar, as duas sempre andaram juntas.&lt;br /&gt;Desde antes de o homem poder se expressar em formas de palavras, a ciência e a mitologia já se manifestavam. Basta observar as pinturas paleolíticas e as primatas ferramentas que o homem manuseava antes mesmo de saber falar. Posteriormente, a descoberta do fogo revolucionou o comportamento da humanidade até então. Com mais alguns avanços, a humanidade começou a conviver em sociedades, desenvolvendo cada vez mais recursos para deixarem uma subsistência nômade e a habitarem lugares fixos, utilizando-se de recursos e ferramentas para manterem suas moradas seguras de animais selvagens ou sociedades inimigas.&lt;br /&gt;Desenvolveram a linguagem e a escrita; os mitos deram espaço para as religiões; as religiões se adaptaram à política; a política aderiu à economia; e esse mundo tão novo foi caminhando a medida em que a ciência e a tecnologia se desenvolviam.&lt;br /&gt; Mas, para se desenvolver, a ciência e a tecnologia precisavam de respostas convincentes, de porquês solucionados para poderem criar mecanismos coerentes com as leis que regem a natureza. E elas tinham total liberdade para isso, desde que não questionassem os feitos daqueles nem sempre escolhidos para administrarem a sociedade.&lt;br /&gt;E, apesar de várias culturas com um certo grau de desenvolvimento terem sido dizimadas nas constantes guerras na antiguidade, onde muitas civilizações - ao contrário do Império Romano que absorvia parte da cultura dos povos domados - disseminavam essas culturas e conhecimentos para imporem as suas próprias, a ciência e a tecnologia progrediam de forma razoável, até a chegada do grandioso obscurantismo que caracterizou a Idade Média.&lt;br /&gt;Durante toda a Idade Média, os interesses políticos e econômicos por trás dos templos religiosos tangeram uma era em que o conhecimento científico e as possibilidades de mudança e crescimento social eram minuciosamente controlados pela Igreja Católica.&lt;br /&gt;Bitolados em um sistema feudal, onde a Igreja Católica situava-se no topo da pirâmide estrutural da sociedade da época, os questionamentos a respeito de fenômenos naturais e até mesmo da forma como a sociedade estava organizada era de direito exclusivo da Igreja respondê-los.&lt;br /&gt;Entretanto, muitos cientistas, por meio de observações e experimentos, constataram que nem tudo o que a igreja afirmava era, de fato, correto.&lt;br /&gt;Nesse sentido, a doutrina cristã se via ameaçada. Para manter sua influência, a igreja católica, através do Tribunal do Santo Oficio, criou um método de perseguir todos aqueles que questionavam suas doutrinas: A Inquisição.&lt;br /&gt;No decorrer da era, a Inquisição perseguiu várias pessoas que defendiam idéias contrárias à doutrina cristã, acusando-as de heresia. Entre os perseguidos, podemos destacar o conhecido astrônomo italiano Galileu Galilei, que escapou da fogueira quando retirou a proposta de uma organização heliocêntrica do sistema solar. A mesma sorte não teve o cientista italiano Giordano Bruno que foi julgado e condenado à morte pelo tribunal.&lt;br /&gt;Porém, a intensificação do comércio entre os feudos deu margem para que um uma classe social que começava a se fortalecer organizasse uma revolução que mudaria toda a estrutura social da época e daria espaço para o crescimento pessoal, científico e social: A burguesia.&lt;br /&gt;Com a adesão dos burgueses na elite social, a estrutura da sociedade era reorganizada de forma a atender os interesses burgueses. Objetivando o lucro, a burguesia necessitava de um mercado consumidor cada vez mais abrangente. Dessa forma, os feudos foram se desfazendo, e os camponeses foram migrando dos campos para as cidades em prol de uma qualidade de vida melhor.&lt;br /&gt;O fim do feudalismo representou o fim do obscurantismo e da Idade Medieval. Nascia uma nova estrutura social. Nascia uma nova era: A Idade Moderna.&lt;br /&gt;Caracterizada pelos feitos da Reforma Protestante, das idéias iluministas, do surgimento da sociologia, do "fim" do obscurantismo religioso, da expansão marítima, da Revolução Francesa e da Revolução Industrial, a Idade Moderna vivenciou o espantoso avanço científico e tecnológico.&lt;br /&gt;Após uma brusca freada na Idade Medieval no crescente gráfico representativo do desenvolvimento científico e tecnológico, a biologia, a física, a matemática, a medicina, a química, a ciência e a tecnologia em si avançaram em disparada em um segmento que nos leva direto a uma era que permite ao ser humano, através de complexos recursos tecnológicos, buscar curas para suas chagas dentro do próprio organismo, como observado hoje no caso das células-tronco.&lt;br /&gt;Além do avanço medicinal, foi na Idade Moderna em que a tecnologia, auxiliando a comunicação, permitiu que os seres humanos tivessem mecanismos cada vez mais sofisticados para divulgarem suas idéias, noticiassem os acontecimentos cotidianos e divulgassem os progressos científicos e tecnológicos.&lt;br /&gt;Com a divulgação das pesquisas científicas e tecnológicas, o conhecimento, as hipóteses e os experimentos tornavam-se objetos de estudo não apenas de alguns poucos cientistas em áreas distintas, mas transformava essas áreas distintas em objetos de estudo de cientistas espalhados por todo o mundo.&lt;br /&gt;Dessa forma, as descobertas e os avanços se davam de maneiras muito mais rápidas e precisas. Por isso, as divulgações das pesquisas científicas e tecnológicas foram fundamentais para atingirmos o patamar encontrado hoje na Idade Contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A ciência e a mídia na Idade Contemporânea&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o rápido avanço científico e tecnológico assustou a humanidade na Idade Moderna, na Idade Contemporânea atropelou gerações, se desenvolvendo mais rápido do que a adaptação da população.&lt;br /&gt;Nas ultimas décadas, pessoas de uma mesma geração que outrora haviam se impressionado com a invenção da televisão, do telefone, das máquinas fotográficas com filmes, das máquinas de escrever, etc., viram também todas essas novidades se tornarem ultrapassadas, dando lugar a era digital.&lt;br /&gt;E esse impressionante avanço tecnológico permitiu também um incrível avanço científico e medicinal.Com a criação de microscópios cada vez mais potentes, de máquinas de raios-x, de meios para identificar substâncias escolhidas no corpo humano através de magnetismo, de mecanismos que permitiram ao homem comparar sangue, tecidos, músculos, nervos, etc., de pessoas doentes com pessoas saudáveis e desenvolverem curas, de estudarem todos os organismos vivos, etc., o ser humano passou a compreender o universo funcional que faz do corpo humano uma máquina perfeita.&lt;br /&gt;Dessa forma, a ciência e a tecnologia passaram a fazer parte do cotidiano da população. Ou melhor, os frutos dos avanços científicos e tecnológicos passaram a fazer parte do cotidiano da população. A ciência e a tecnologia em si ficaram cada vez mais restritas aos cientistas.&lt;br /&gt;Mas, por que isso acontece?&lt;br /&gt;Como vimos, a sociedade se desenvolve conforme a ciência e a tecnologia avançam. E a ciência e a tecnologia avançam para atenderem as necessidades da população. E quando essas necessidades são supridas, novas necessidades surgem, e com elas, novas invenções, que geram novas necessidades, que geram novas invenções. E nesse ritmo, as sociedades vão caminhando e se desenvolvendo.&lt;br /&gt; Desde a adesão da burguesia na elite social, o desenvolvimento do comércio demandou um maior mercado consumidor. Com os burgueses interessados em ampliarem suas zonas de influência no comércio, o desenvolvimento do capitalismo que caracterizava a estrutura social burguesa desencadeou na globalização, uma característica fundamental da Idade Contemporânea.&lt;br /&gt;A globalização permitiu que pessoas do mundo inteiro pudessem adquirir os produtos oferecidos por empresas de diferentes nações, e esses produtos chegaram ao alcance dessas populações através do desenvolvimento da comunicação (que permitiu aos burgueses propagandearem seus produtos de forma rápida, de modo a convencer as pessoas a os comprarem, para atenderem suas necessidades) e do desenvolvimento da tecnologia, que busca transportar os produtos de forma cada vez mais rápida e segura, conforme as necessidades dos burgueses.&lt;br /&gt;Como já dizia Karl Max na Idade Moderna, "para o capitalismo, tudo o que é sólido se desmancha no ar", ou seja, para o capitalismo funcionar, é necessário que as pessoas sintam necessidades novas, para comprarem coisas novas, e novamente sentirem novas necessidades. Por isso, as rápidas inovações científicas e tecnológicas se tornaram necessárias para compatibilizarem com a estrutura social da Idade Contemporânea.&lt;br /&gt;Dessa forma, os cientistas trabalham nas inovações tecnológicas, nas descobertas medicinais, etc., e para isso exploram recursos na terra, no mar, no ar e até mesmo no universo. A tecnologia atual permite que façam isso. E permite também que busquem recursos dentro de seus próprios corpos, como o caso das células-troncos.&lt;br /&gt;Dessa forma, como foi dito, os cientistas trabalham para atenderem as demandas da sociedade em um âmbito geral. A mídia, por meio dos veículos de comunicação, expõe a sociedade em quase todas as suas vertentes, permitindo que os cientistas analisem a sociedade e caminhem para a sua melhoria e desenvolvimento. Melhoria e desenvolvimento de recursos, pode até ser, mas e enquanto a melhoria e o desenvolvimento intelectual?&lt;br /&gt;Devido a necessidade de inovações rápidas, os cientistas anunciam seus feitos e descobertas e os jogam na sociedade do consumo, e voltam suas atenções para novas pesquisas. A sociedade consumista, em sua maioria, absorve e usufrui, sabendo apenas que algum complexo mecanismo cuja estrutura não se tem e não se quer ter nem mesmo noções básicas, permitem que façam o que estão fazendo, seja ao trocar de canal com o controle remoto, seja ao tomar uma vacina para prevenir doenças.&lt;br /&gt;Assim sendo, da mesma forma em que a mídia auxilia os cientistas a trabalharem para o desenvolvimento da humanidade, deveria informar a sociedade os trabalhos dos cientistas, para que a sociedade possa entender e axilia-los, já que, como foi mostrado, as divulgações científicas foram fundamentais para o seu rápido progresso. Isso deveria ser um ciclo. Um ciclo que quase nunca se completa, mas que se completou no caso das células-tronco embrionárias no primeiro semestre de 2008 no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A ciência, a mídia e a sociedade nas células-tronco embrionárias – Parte II&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; Desde proposto o julgamento que definiria se a utilização de células-tronco extraídas de embriões para fins terapêuticos seria permitida ou não, cientistas e religiosos defenderam com garras as suas opiniões.&lt;br /&gt;Nos artigos que foram publicados em jornais como Folha de São Paulo e O Globo, bem como para entrevistas que concedeu para vários telejornais como o Jornal Nacional, Globo Notícias, Globo News, SBT repórter, Fantástico e para alguns telejornais da Rede Record, a geneticista da Universidade de São Paulo, Mayana Zatz, defende a opinião de que a liberação para pesquisas com células-tronco embrionárias colocaria o Brasil no mesmo patamar dos países desenvolvidos que permitem esse tipo de pesquisa nesse ramo.&lt;br /&gt;Em uma rápida visita que fez ao Ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, algumas horas antes do julgamento do dia 5 de março de 2008 pelo Supremo Tribunal Federal, a geneticista disse que a proibição das pesquisas com células-tronco embrionárias não mudaria o destino dos embriões, que permaneceriam congelados.&lt;br /&gt;Dessa forma, o Brasil acompanharia os países desenvolvidos realizando pesquisas e descobertas que contribuiriam para a melhoria da qualidade de vida da população e de possíveis curas para pessoas portadoras de deficiência física ou de doenças degenerativas, tornando-se potenciais em turismo medicinal e progredindo social e economicamente falando, enquanto o Brasil ficaria com a possibilidade desse tipo de crescimento trancada nos frízeres dos laboratórios. (literalmente!)&lt;br /&gt;Tanto a geneticista quando o Ministro estavam otimistas em relação ao julgamento que foi adiado horas após a conversa. Um dos motivos do otimismo para o Ministro, que também teve artigos sobre o tema veiculados em alguns jornais, foi justamente a forma como a mídia estava trabalhando o caso.&lt;br /&gt;Na opinião do ministro, o posicionamento a favor da liberação das pesquisas por parte da mídia se mostrava evidente, e ele acreditava que, da mesma forma que a mídia influenciou os acontecimentos no escândalo do mensalão, influenciaria ali, no caso das células-tronco embrionárias.&lt;br /&gt;As respostas dos religiosos não ficaram para trás. Ao levantarem questionamentos sobre a ética em se matar um embrião para obtenção de células-tronco, afirmando tratar-se o embrião de um ser humano, e, como tal, pela constituição, ter direito à vida e à proteção, iniciou-se um debate que despertou a atenção e o interesse da população.&lt;br /&gt;Dessa forma, os jornais se viram repletos de artigos contendo argumentos e contra-argumentos de ambos os lados. E, para fazer com que a população compreendesse o conteúdo dos artigos, os jornais de repente se viram explicando para a população como agiam diversas doenças e como as células-tronco embrionárias poderiam combatê-las, explicando o que são células-tronco, divulgando, como ha muito não faziam, a ciência pura e simples, em sua essência.&lt;br /&gt;E assim, estabeleceu-se o contato da população com a ciência, e não com o seu fruto, no Brasil. A mídia despertou o interesse científico de várias pessoas. Se continuar tratando outras questões científicas como trataram as células-tronco embrionárias, a mídia pode auxiliar não somente a ciência, mas também o desenvolvimento do país.&lt;br /&gt;Como vimos, o desenvolvimento da ciência e da tecnologia são fundamentais para o desenvolvimento social. E, como também citado anteriormente, as divulgações científicas foram um dos aspectos que acelerou o crescimento científico e tecnológico na Idade Moderna e ainda mais na Idade Contemporânea, com a comunicação instantânea que a tecnologia atual permite entre pessoas de diferentes lugares do planeta.&lt;br /&gt;A ciência e a tecnologia permitem que os meios de produção se tornem cada vez mais rápidos e eficazes, bem como o transporte dos produtos de forma segura e de maneira que não estraguem, quando alimentícios, ou danifiquem, quando objetos.&lt;br /&gt;Tudo isso contribui de forma significativa para o desenvolvimento do país. O que falta, de acordo com os dados do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), é mão de obra qualificada para atender os interesses dos investidores nas áreas científicas e tecnológicas, fundamentais para o progresso de qualquer nação.&lt;br /&gt;Nos países desenvolvidos, o número de doutores em áreas de ciência e tecnologia, segundo o MCT, ultrapassam 600 mil. No Brasil, não chegam a 100 mil. Mas, com incentivos como as bolsas de estudo oferecidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que tiveram um aumento de mais de 20% para mestrados e doutorados, como anunciou o Ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, no aniversário do CNPq em abril deste ano [agora ano passado ;P], e com a mídia trabalhando de forma a despertar os interesses científicos e tecnológicos, como trabalhou na cobertura das células-tronco embrionárias, os governantes esperam atingir esse mesmo patamar, de 600 mil doutores, até 2012.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1615050803877072817-4830313315023916299?l=insaniedadesaleatorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/feeds/4830313315023916299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1615050803877072817&amp;postID=4830313315023916299' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/4830313315023916299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/4830313315023916299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/2009/09/midia-ciencia-e-tecnologia-celulas.html' title='Mídia, Ciência e Tecnologia - células-tronco'/><author><name>Ana Paula Andreolla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12261424608560429685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3wMQh3pureA/SMxcpQRhdzI/AAAAAAAAAAM/NxsVdhRMdD8/S220/anaruiva+020.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1615050803877072817.post-6741050122451792049</id><published>2009-08-27T10:56:00.000-03:00</published><updated>2010-02-25T09:50:28.799-03:00</updated><title type='text'>A vida, o universo, e tudo o mais. Só pra variar ;P</title><content type='html'>O que seria da Terra se a Lua saísse de sua órbita? E pra onde a Lua iria? Para entender essas indagações é necessário que se saiba, pelo menos superficialmente, um fenômeno físico chamado Momento Angular. Antes que me mandem ir à merda e fechem com raiva esse blog, eu prometo tentar não ser tão técnica, e garanto que esse post tem como objetivo indagar questões fundamentalmente humanas, mesmo que faça uma breve passagem pelos ramos da ciência que tenta ser exata - mas que só mostrou com exatidão o quão complexo é tudo aquilo que nos envolve. O momento angular do sistema Terra - Lua se dá pelo cálculo do produto entre a velocidade de rotação da Terra, a distância entre a Terra e a Lua e a massa do nosso planeta. E, acreditem se quiserem, esse valor permanece constante. Assim como o momento angular do sistema Terra - Sol, e por aí vai. (Por isso que quando a Terra está perto do Sol, ela vai mais rápido. Como o resultado deste produto deve permanecer constante para que se haja a conservação do momento angular, ela compensa a diminuição da distância com o aumento da velocidade...e vai mais devagar quando está longe do sol, porque compensa uma distância maior com uma velocidade menor). "De um modo geral o momento angular é constante, ou conservado, em qualquer sistema em rotação sobre o qual não esteja atuando nenhuma força externa, ou no qual a força esteja dirigida para o centro de rotação." Outra consideração que devemos lembrar é que a Lua permanece na órbita da Terra e a Terra permanece na órbita do Sol devido às forças gravitacionais que um corpo exerce sobre o outro. Da mesma forma que a Terra atrai gravitacionalmente a lua, a lua também o faz em relação à Terra. Com tal intensidade que é a lua a responsável, por exemplo, pelos dias aqui na Terra durarem 23,9 horas aproximadamente, ou responsável pelo movimento de rotação terrestre. E conseqüentemente, pela duração do ano aqui também, uma vez que, se a lua determina a velocidade, bem como a inclinação em torno do próprio eixo no qual a Terra gira em torno de si mesma, e se a velocidade de rotação da Terra é uma das grandezas consideradas no cálculo do momento angular no sistema Terra - Sol, então pode-se dizer que a lua também tem um papel fundamental no período de translação do nosso planeta. E essa influência tanto da lua quanto do sol, falando de forma ainda mais superficial, em um dos aspectos recebe o nome de força das marés, porque também é graças a esses fenômenos que as temos. Então, com isso se constata que é graças ao sol e a lua que temos dias e noites alternando de 12 em 12 horas, bem como variadas estações do ano nas quais as temperaturas proporcionam um ambiente favorável para o desenvolvimento da biodiversidade até agora encontrada apenas em um planeta do nosso Sistema Solar, o que é ainda mais impressionante se considerarmos a teoria padrão que traça o histórico da formação desse sistema. Mas deixa isso pra um outro post especial. Mas agora, o que isso tem a ver com as indagações fundamentalmente humanas que eu pretendia levantar? Muito simples. Não é fascinante e ao mesmo tempo desconfortável a quantidade de fatores infinitos que favoreceram as condições ideias para o desenvolvimento biológico no Planeta Terra? Até os detalhes mais sórdidos são recheados de uma estonteante e nauseante complexidade condicional. Ora, afinal de contas, é mera coincidência nossa atmosfera ter resolvido se comportar de modo a surgir o efeito-estufa que, caramba, proporciona temperaturas ideias para os seres vivos? É mera coincidência o planeta cuja atmosfera desencadeou tais peculiaridades ocupar, quem diria, uma posição ideal no Sistema Solar? É mera coincidência que este mesmo planetinha tenha atraído (ou moldado) um corpo celeste que teima em se manter em sua órbita, alterando assim a órbita do planeta em questão, o que torna o movimento de rotação e até o de translação fatores também condicionais para o desenvolvimento biológico? Sem falar, finalmente, naquelas serelepes moléculas orgânicas, compostas por elementos biogênicos (Carbono, Hidrogênio, Oxigênio, Nitrogênio, Enxofre e Fósforo) que por acaso um dia cruzaram o mesmo ponto num planeta chamado Terra há tempos atrás, que cheias de coincidências em suas estruturas moleculares se combinaram, dando origem a organização funcional (que resulta na capacidade das moléculas constituírem entidades capazes de interagir com o meio ambiente) e, dessa forma, possibilitando a evolução destas, buscando no meio nutrientes para evoluírem gradativamente em toda a biodiversidade encontrada hoje? Se você for parar pra pensar em tudo...teve o big bang, que originou a matéria, que foi se alternando, surgiram nebulosas, cujas partículas se atraíram gravitacionalmente fazendo-as girar para a forma de um disco rígido, do qual se colapsou originando o Sol e ainda o restante do Sistema Solar, do qual se alinharam em orbitas quase perfeitas em torno do mesmo, desencadeando momentos angulares conservados...até a origem da própria lua é de se admirar! Dizem que um corpo celeste colidiu com a Terra, arrancou um pedaço dela e assim formou-se a lua, que é FUNDAMENTAL para a vida como vimos anteriormente. Dessa forma, fica difícil não acreditar que há nisso tudo algo ainda maior montando um quebra-cabeça tão perfeito, duma complexidade espantosamente simples...na verdade, uma série de fenômenos SIMPLES isolados que num conjunto formam esse complexo quebra-cabeça que somente algo com uma genialidade absoluta e a inocência de uma criança seria capaz de fazer. Ooooooooooooooooooooooooooooou nãããããããããããããão. Reparem que, apesar de ter feito uma [MUITO] breve historia do surgimento do universo até o sistema solar dois parágrafos acima, todos os outros fenômenos descritos nesse texto referem-se APENAS ao sistema Solar, mais especificamente Terra, Sol e Lua. E o que são esses três pontos se comparados ao universo? Acho que não chegam nem a ser o que espermatozóides são pra gente hoje. Não só pelo tamanho, mas também pela idade se comparada a idade do universo. Mas será mesmo que há uma força genial e infantil brincando com tudo isso? Há, com certeza existe - na mente da humanidade. Porque esses seriam fenômenos realmente impressionantes, quase mágicos, se limitarmos o universo ao sistema solar e a escala de tempo ao da vida humana. Se esses fenômenos se desenvolveram em um ponto do universo que não é privilegiado, e quase invisível, imagina o que não podemos encontrar em sistemas mais antigos e privilegiados que o nosso? Acho que mais impressionante do que todos esses fenômenos, seria se nada do tipo acontecesse numa escala de tempo tão grande! E ainda engatinhamos! O Universo está se expandindo. [Não vou entrar em detalhes de como sabemos disso, mas quem quiser sugiro que pesquise sobre o fenômeno redshift]. Se ele está se expandindo então só mostra que estamos apenas engatinhando. Hora, quando você explode algo, não sobe aquele bolão de fogo que depois vai diminuindo de tamanho até desaparecer? Então, na explosão do big bang, o 'bolão de fogo' ainda ta subindo hoje. Mas se ele ainda está se expandindo, então isso nos leva a uma conclusão: apesar de ser ilimitado e crescente, ele é finito. Mas então o que tem depois? O que tem em volta do universo? Será que além das fronteiras das linhas de contorno universais existem civilizações inteligentes ainda mais diversificadas do que todo o quadro biológico do nosso planeta, que condena ao isolamento aquelas civilizações que se comportam mal? Estaria a humanidade sendo punida por outros infinitos grupos de civilizações cuja cadeia são verdadeiros universos? (O que é pior, ser trancado numa cela lotada de pessoas ou sofrer isolamento do tipo que é a humanidade no universo?) Ou estaria ela sendo agraciada com essa série de fatores coincidentes, sórdidos, simples e envoltos na tal complexidade condicional e infantil? Ok, ok, acho que é mais fácil acreditar na existência de Deus do que nessas teorias malucas, frutos de peças que o nosso cérebro adora nos pregar [e isso também tem uma explicação! Sabia que mais da metade das coisas que você se lembra não foram realmente da maneira como ocorreram? Ok, deixa isso pra outro post também]. Mas acreditar na existência de um Deus ou não, não é uma questão de querer. Acho que é mais do que isso. Não da pra forçar a própria mente a acreditar em algo. É ridículo. No entanto, não acreditar em Deus não significa que minha vida seja sem sentido, como sugeriu o Luiz num comentário no post anterior. Pelo contrário..não sou uma pessoa triste, não acho a vida uma inutilidade sem nexo...acho sim que o fato de eu estar triste ou feliz ou o que for nada importa e nada muda no universo, mas isso não me deixa triste. Pelo contrário, atiça ainda mais a minha reflexão sobre essas indagações. A idéia de apagar e virar nada não me assusta. O que me assusta é a certeza de que nunca vou ter respondida todas essas questões. Isso é desesperador. Ter esperanças de que exista algo [mesmo que me condene ao inferno], só pra ter respondida essas questões quando morrer faz de mim uma fiel? Uma hipócrita? Uma egoísta? Ou mesmo essa esperança que, acreditem ou não, é fundamentalmente uma necessidade de saber, de ver respondida todas essas questões, ainda faz de mim ateia? Da pra você esperar algo que você não acredita? Eu não acredito em alma, mas quero que eu tenha uma pra poder viajar por aí e tentar responder todas essas questões. De teorias, estou farta. Mentira ;P&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1615050803877072817-6741050122451792049?l=insaniedadesaleatorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/feeds/6741050122451792049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1615050803877072817&amp;postID=6741050122451792049' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/6741050122451792049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/6741050122451792049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/2009/08/vida-o-universo-e-tudo-o-mais-so-pra.html' title='A vida, o universo, e tudo o mais. Só pra variar ;P'/><author><name>Ana Paula Andreolla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12261424608560429685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3wMQh3pureA/SMxcpQRhdzI/AAAAAAAAAAM/NxsVdhRMdD8/S220/anaruiva+020.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1615050803877072817.post-7609993478384039974</id><published>2009-06-16T20:38:00.000-03:00</published><updated>2009-06-16T20:41:43.645-03:00</updated><title type='text'>Quem sou eu</title><content type='html'>Você não detesta a casa vazia, os moveis no lugar, os copos todos limpos? Aquele silêncio de falta de festa, que sepulta uma juventude envelhecida, cheia de pó, que jaz adormecida?&lt;br /&gt;Gosto de acordar tropeçando em pessoas, nos espaços onde os moveis deram lugar aos colchões numa sala de estar. Gosto de fazer vaquinha e ir cantando na rua de madrugada até o super mercado, brincar de pique esconde, fingindo ser crianças em corpos juvenis, voltar pra casa, brindar um drink pagando de adultos com expressões infantis. Gosto de olhar, de decorar os passos e os gestos de todos que estão sob o mesmo teto, e ver que apesar de todos terem o mesmo formato humano, cada um tem um jeitinho de andar, de sorrir e de falar. Gosto de abraçar e de beijar todos aqueles que me matam de rir, mas dos que me dão colo eu tenho medo, numa fragilidade vulneravel de fazer-me conhecer.&lt;br /&gt;No campo do sentimento tenho uma doença auto-imune, e por isso já estraguei tudo por falar qualquer coisa invés do que eu queria dizer, e também já estraguei tudo por não falar nada quando palavras se fazem necessárias.&lt;br /&gt;Acredito que tudo na vida tem a dimensão exata que a gente escolhe, e por isso já vi pequenos acontecimentos que aparentemente são casos isolados, simples e sem importância se transformarem em portais onde fascinantes contos de fadas encontram seu lugar no real. Talvez por isso peco em acelerar processos que exigem tempo, e travo naqueles que imploram pressa.&lt;br /&gt;Fui a primeira criança a nascer tanto na família parterna quanto materna. A garotinha que trouxe pela primeira vez para a familia Fernandes e para a família Andreolla os sentimentos de avós, tios e pais. Por isso, vivo alternando entre a princesinha meiga e nerd e a juventude que atiça de maneira única a curiosidade. E assim você pode me ver pedir LSD nos fundos da boate e sumir antes que o cara volte para me entregar a droga. Se for um namorado, pode se frustrar ao me ver pegar a chave e ir embora quando o amasso estava apenas começando.&lt;br /&gt;Já fui dar aulas de reforço sem fins lucrativos após 38 horas de festa com amigos sem dormir, só por acreditar que a educação é o melhor para o futuro.&lt;br /&gt;Alguns dizem que sempre tenho uma explicação científica pra tudo, e que por ser ateia eu deveria levar uma vida desregrada. É bem verdade que os ateus possuem uma vida com bem menos regras e que é bem legal poder dormir até mais tarde aos domingos de manhã, mas não bebo, não fumo, sou virgem e até vegetariana. E por quê? Gosto de ciências, e se teria uma overdose de neurotrofinas é por amar demais os meus neurônios. E, ah, esqueceu que eu sou a princesinha meiga e nerd da vovó?&lt;br /&gt;Então, se depois de tudo isso você é capaz de dizer quem sou eu sem se prender à uma lista de qualidades e defeitos, você pode dizer que me conhece. Caso contrário, me deixe em paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1615050803877072817-7609993478384039974?l=insaniedadesaleatorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/feeds/7609993478384039974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1615050803877072817&amp;postID=7609993478384039974' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/7609993478384039974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/7609993478384039974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/2009/06/quem-sou-eu.html' title='Quem sou eu'/><author><name>Ana Paula Andreolla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12261424608560429685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3wMQh3pureA/SMxcpQRhdzI/AAAAAAAAAAM/NxsVdhRMdD8/S220/anaruiva+020.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1615050803877072817.post-2352009302162048212</id><published>2009-05-20T12:45:00.000-03:00</published><updated>2009-05-20T12:46:29.734-03:00</updated><title type='text'>Para um fotógrafo morto.</title><content type='html'>"Pare o trânsito, largue o carro, e faça a mágica de transformar a simplicidade num espetáculo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu essa madrugada.&lt;br /&gt;Acabou, não existe mais, morreu, tem nada.&lt;br /&gt;Nunca mais vai abrir a porta e perguntar se eu fiz alguma foto hoje.&lt;br /&gt;E o tec tec continua em todos os outros computadores, mas o dele é só silêncio.&lt;br /&gt;O silêncio é uma coisa realmente bizarra, não é?&lt;br /&gt;É o único momento do mundo onde todas as possibilidades de coisas para serem ditas de fato existem, mas ninguém consegue pensar em uma única palavra. E se pensar e ousar dizer, será condenado por quebrar o silêncio que todos abominam, mas preferem morrer ao admitir isso.&lt;br /&gt;O conceito de vida não está ligado ao conceito de existência? Ninguém acredita que deus seja um cara morto capaz de controlar e cuidar de todas as criaturas vivas, não é? Não costumamos dar importância para coisas que não existem, tipo bicho papão. Mas uma pessoa quando morre, ela deixa de existir nas nossas vidas, não deixa?&lt;br /&gt;Bom, dizem que elas vivem dentro de nós. Whatever, bactérias também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1615050803877072817-2352009302162048212?l=insaniedadesaleatorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/feeds/2352009302162048212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1615050803877072817&amp;postID=2352009302162048212' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/2352009302162048212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/2352009302162048212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/2009/05/para-um-fotografo-morto.html' title='Para um fotógrafo morto.'/><author><name>Ana Paula Andreolla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12261424608560429685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3wMQh3pureA/SMxcpQRhdzI/AAAAAAAAAAM/NxsVdhRMdD8/S220/anaruiva+020.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1615050803877072817.post-1928417504115708303</id><published>2009-03-20T13:47:00.000-03:00</published><updated>2009-03-20T13:48:48.231-03:00</updated><title type='text'>Ju, porque a gente vale muito!</title><content type='html'>Certa vez uma amiga me telefonou, em prantos, pela frieza do atual ex namorado.&lt;br /&gt;- Ah, Ana, ele não era assim! Era tão carinhoso, tão atencioso, tão incrivelmente perfeito! E agora...parece que não ta nem aí pra mim. &lt;br /&gt;- Nossa, e eu que pensava que esse tipo de coisas só aconteciam comigo. Vou te contar uma história, e se no final dessa história você continuar chorando, apelarei para uma boa e eficiente e extraordinariamente calórica tigela de açaí com leite condensado e granola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez uma menina que tinha uma vida bem legal. Era a primeira aluna da turma,       tinha um pai que fazia TUDO por ela e um namorado...ah, um namorado de outro mundo.&lt;br /&gt;‘Certa vez, a menina chegou na sua aula de inglês e lá estava o namorado, com seu nome e as palavras “eu te amo” escritas por todo o corpo. O namorado, em questão, ficou quase uma hora dentro de um carro segurando dois gatos de estimação para eles não chegarem perto dela, só porque ela é alérgica. Nos restaurantes, ela ia ao banheiro e quando voltava ele a aguardava com flores. Ele ligava todos os dias para dizer que a amava. Dizia que ela era a garota mais bonita do mundo mesmo quando ela acabava de acordar. Dizia que ela era sexy mesmo ela vestindo as roupas mais velhas. Dizia que sua comida era boa mesmo quando ela esquecia de colocar o sal! Fazia qualquer coisa mesmo que para a ver por cinco minutos. Fazia ela se sentir a garota mais incrivel do mundo, porque assim ele a via.&lt;br /&gt;Mas, o tempo foi passando e as brigas foram aparecendo. Ela não entendia muito bem as coisas que ele fazia por ela, porque ele havia se entregado por completo ao amor. Ela o amava também, mas tinha medo, ou talvez fosse ainda muito imatura para lidar com a plenitude única daquela relação que os dois haviam construído. &lt;br /&gt;Certa vez, em uma discussão na casa da menina, ela, num ato impulsivo, disse que queria terminar. O garoto não entendia. Ele a amava demais, fazia tudo por ela, tudo, então por que ela ousava propor o fim do relacionamento? A garota era sua vida. Não suportaria o fim. Não entendia, odiava quando ela dizia isso, e ao mesmo tempo a amava seu rostinho irritado, amava sua vozinha alterada, e odiava ver aquele rostinho chorando, porque o objetivo de sua vida era fazê-lo sorrir. E quando gritou isso para a menina, ela lhe deu um tapa pedindo para ele falar baixo, com medo dos parentes, dos vizinhos, com medo dos outros. E se afastou.&lt;br /&gt;E aí, o menino se aproximou, a abraçou bem forte e disse:&lt;br /&gt;‘Eu vou embora. Mas me promete que NUNCA vai deixar ninguém falar que você não é linda, que você não é suficiente, que você é incapaz. Promete que nunca vai deixar ninguém te colocar pra baixo, porque você é a criatura mais incrível do mundo. Você é tão linda, e tão inteligente, e tão magnífica que qualquer um que ousar dizer o contrário estará somente externalizando a inveja que sente. Vá embora meu amor, e brilhe. Porque você sempre será a estrela que mais brilha no meu céu. Você merece toda a felicidade do mundo. Eu te amo, minha menina. E um dia você vai entender o quão magnífica você é.”&lt;br /&gt;E assim cada um seguiu seu rumo. O menino começou a namorar, e a menina, tempos depois, também. No início, o novo namorado vendeu uma falsa imagem de carinho, de atenção, de afeto, de humanismo. E a menina, já mais amadurecida, se permitiu amar como fora ensinada uma vez. Se entregou ao amor, dizia coisas lindas para o menino, aquelas palavras que nutrem a alma. Prometeu para si mesma que dessa vez faria a coisa certa. Mas pouco tempo depois o menino se afastou. Não soube dar valor a nada daquilo que a menina fazia por ele. E aí ela terminou o relacionamento. Mas não chorou. Não chorou porque havia prometido para a pessoa que lhe ensinou o verdadeiro significado do amor que não deixaria ninguém a colocar pra baixo. Se as pessoas não davam mais valor as coisas que ela fazia, ela não se importava mais. Porque, sobre todas as coisas do mundo, ela acreditava na frase da cítara mágica: “A coisa mais importante de se aprender é amar e ser amado”. E isso ela já havia aprendido.&lt;br /&gt;Então, não chore por quem lhe dá as costas. Chore de alegria para as mãos que lhes são estendidas. Não chore pela ignorância no amor de outras pessoas. Um dia, assim como a menina aprendeu, eles também vão aprender.&lt;br /&gt;Por fim, não chore porque ele está frio com você, porque ele te tratou mal ou porque não te dá a atenção que você merece. Mas se você quer chorar por ele, então eu chorarei com você. Vamos chorar sim, tadinho, ele ainda não aprendeu a valorizar, ele ainda não aprendeu a amar, ele ainda não aprendeu a viver. Coitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, a minha amiga riu, e é por isso que o menino em questão atualmente ocupa o posto de ex namorado. E nem por isso deixamos de tomar o nosso açaí, que diga-se de passagem, é a melhor coisa do mundo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1615050803877072817-1928417504115708303?l=insaniedadesaleatorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/feeds/1928417504115708303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1615050803877072817&amp;postID=1928417504115708303' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/1928417504115708303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/1928417504115708303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/2009/03/ju-porque-gente-vale-muito.html' title='Ju, porque a gente vale muito!'/><author><name>Ana Paula Andreolla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12261424608560429685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3wMQh3pureA/SMxcpQRhdzI/AAAAAAAAAAM/NxsVdhRMdD8/S220/anaruiva+020.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1615050803877072817.post-6999470034271298594</id><published>2009-02-20T16:36:00.000-03:00</published><updated>2009-02-20T16:37:16.921-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 2</title><content type='html'>Gabriela apertou o casaquinho de lã junto ao corpo. Fazia frio naquela noite. Era a primeira vez que caminhava sozinha por aquele estacionamento, naquela escuridão. Tirou a carteira de motorista havia pouco, e quando não voltava acompanhada para o carro pelo ex namorado, voltava pelos amigos.&lt;br /&gt;Mas esta noite, Gabriela e Gabriel ficaram por ultimo na universidade. Precisavam conversar. E como o fim da conversa foi também o fim do namoro, Gabriela optou por caminhar sozinha até o carro. Estava triste, como sempre ficava em fins de relacionamento. Era uma garota muito intensa, apaixonada...&lt;br /&gt;Se permitia viver todas as emoções que surgiam. Gostava de sentir no peito, na pele, e em todos os seus outros sentidos, o gosto da vida, o sabor dos sentimentos, os paladares estonteantes da dúvida, do medo, do arriscar-se, do lançar-se, do viver. Deixava a vida, os sentimentos e as emoções fluírem de cada fibra do seu corpo, como fluem dos controles remotos os pulsos eletromagnéticos. Em suma, vivia metendo os pés pelas mãos. Às vezes dava certo. Às vezes não.&lt;br /&gt;O bip bip do alarme destrancando o carro começava a chama-la de volta para o mundo real. Sentou-se no banco do motorista e encostou a cabeça no volante. Todas as suas expectativas tinham desmoronado violentamente, como as águas de uma forte cachoeira. Mas não havia lágrimas em seus olhos. Era uma cachoeira seca, mas não era cruel. Era só....triste.&lt;br /&gt;Depois de um suspiro trêmulo, daqueles que só um coração apertado é capaz de suspirar, Gabriela girou a chave na ignição, girou o botão para ligar os faróis do carro e olhou para o céu. Apesar de fria e úmida, era uma noite muito bonita.&lt;br /&gt;Em poucos minutos, o carro percorria as ruas da cidade em movimento uniforme. Gabriela adorava dirigir. Por aqueles breves momentos em que dirigia, nada mais existia além dela, do carro que parecia obedece-la somente com o pensamento, e uma estrada infinita a ser conquistada. Gostava de olhar a estrada se fundindo no horizonte. Aquela sensação de liberdade, da não existência do fim...&lt;br /&gt;Se tem uma palavra que Gabriela definitivamente não gostava, era esta: Fim. Não que não terminasse os projetos que se engajava, pelo contrário, os concluía com maestria! Mas jamais os abandonava. Mesmo após terminar um curso de idiomas, ou o curso de piano, ou mesmo trabalhos universitários, Gabriela gostava de os continuar estudando por conta própria.&lt;br /&gt;Mas enquanto dirigia, não havia no mundo nada mais distante de Gabriela do que a idéia do fim. Ganhava em cada esquina uma esperança, em cada alternância de cenário um sabor de vida nova, e em cada rosto diferente imaginava uma história magnífica. Naquela noite, e só naquela noite, se permitiria deixar ser levada pelo vento, não estava preocupada com a quantidade de gasolina no carro, ou com o que sua mãe falaria, ou mesmo onde pudesse parar. Apenas deixaria sua intuição a levar, para ver onde poderia chegar.&lt;br /&gt;Dirigia com o som desligado. As pessoas tinha a inexplicável mania de só sentirem coisas por meio de músicas. Ficavam tão apreensivas em suas autodefesas que só se permitiam atingir aquele auge corporal de sintonia estupenda com os sentimentos quando aumentavam o volume de algum aparelho de som. Dizem que nessas horas é que as pessoas deixam suas almas falarem.&lt;br /&gt;Mas não gabriela. Pra início de conversa, Gabriela nem tinha certeza se acreditava nesse lance de almas, o que era surpreendente se levado em conta o seu passado. Mas o que ela sabia era que não precisava berrar a plenos pulmões uma música legal para sentir sua felicidade, ou cantar ao vento o aglomerado nocauteante de sentidos em uma música triste para sentir suas próprias tristezas.&lt;br /&gt;Gostava da combinações de sons de diferentes instrumentos, numa harmonia gostosa de se escutar. Mas via a música como uma distração, e não como uma chave para deixar que seus sentimentos venham a tona. Não. Sua vida, seu cotidiano e acontecimentos próprios, esses eram a sua chave.&lt;br /&gt;Diminuiu a velocidade na saída da cidade. Pegaria o próximo retorno para voltar. Ah, não. Gabriela sabia que não podia ser personagem de nenhum dos livros que lia. Era uma aventureira sim, mas uma aventureira do mundo real, pois conhecia, por experiência própria ou assim gostava de pensar, a terrível diferença entre ser aventureira e ser inconseqüente. E minutos depois o carro parou a poucos quilômetros da universidade, na beira do lago artificial da cidade, a esta hora quase deserto, que a garota adorava contemplar.&lt;br /&gt;E mais uma vez, o bip do carro, agora o trancando, a chamou de volta para o mundo real. Mais um daqueles suspiros raros que só os que se permitem sentir conseguem dar antes de dar alguns passos e sentar-se na beira do lago. Tocou, com as pontas dos dedos das mãos, a água. Estava fria, mas não mais fria do que a noite. Olhou pra frente e viu os reflexos da lua na água. Era realmente uma noite muito bonita.&lt;br /&gt;A lua, majestosa, lá no céu, vencia com maestria uma batalha antiga e infinita contra a escuridão, tamanho era seu brilho.&lt;br /&gt;Se tinha outra coisa que tornava Gabriela incomum, além do fato de não ser fissurada por música, era o estranho modo como Gabriela via a lua. Ao contrario da maioria das pessoas, Gabriela detestava a lua cheia.&lt;br /&gt;Lá, no céu, inatingível com o seu ar superior, orgulhosa, impunha sua aparição para todos aqueles que erguiam suas cabeças para mirar o infinito. Mas como pode um círculo sem ter mais pra onde se expandir, totalmente preenchido pelo vazio, que representa muito mais uma mesmisse do que uma continuidade, do que uma evolução, querer sobrepor-se sobre a imagem do infinito ausente de fronteiras, que encontra em cada horizonte, um horizonte ainda mais distante?&lt;br /&gt;A lua cheia era bonita sim, mas grande, vazia, redonda e sem mais perspectivas. E Gabriela não gostava de nada que atingia o pico máximo. Gostava das coisas que cresciam.&lt;br /&gt;As coisas, quando atigem o auge, representam o fim do progresso. E como eu disse antes, Gabriela não gostava de finais felizes, porque não gostava do fim. Gostava da evolução.&lt;br /&gt;Ah, pobre Gabriela! Apesar de todo o seu pontencial e intelecto, era ainda uma menina tão ingênua! Mas até sua ingenuidade era algo raro e bonito de se observar.&lt;br /&gt;Gabriela procurava ver a qualidade nas pessoas, mesmo quando elas não a viam por si só. Acreditava na bondade de todas as criaturas, e acreditava também que mesmo o mais cruel dos pecadores merecia uma segunda chance.&lt;br /&gt;Entre a desconfiança e a punição, Gabriela preferia acreditar que ainda resta algo de bom, de mágico, no coração de cada ser que compõe a humanidade, dava um voto de confiança para todos aqueles que se diziam capazes de o merecer. E até mesmo para os que não diziam. Mas isso vocês terão oportunidade de checarem por si mesmos. Se eu detalhar agora nada mais parecerá do que palavras soltas não de um anjo caído, mas de um anjo ferido, ou ainda de um anjo ateu.&lt;br /&gt;Por isso, a frieza era algo que ela ainda não compreendia, e que a assustava como lendas urbanas assutam as crianças antes de dormir.&lt;br /&gt;Por que as pessoas eram tão frias? Talvez o dia em que Gabriela descobrir essa resposta, deixará de ser a menina tão especial que é.&lt;br /&gt;Tão diferente do seu ex namorado...&lt;br /&gt;Mas Gabriel, apesar de sua insensibilidade, não era um sujeito ruim. Apenas não se abatia com a morte, ou com a vida...com uma doença ou com a saúde...com o início ou com o fim de um relacionamento, com a fome ou com a fartura de comida...seus amigos costumavam dizer que a única coisa capaz de brincar com o fluxo de emoções de Gabriel era a música.&lt;br /&gt;A música era o produto que Gabriel mais consumia, depois, naturalmente, do oxigênio. Mas não era só nesse ponto em que Gabriel se opositava a Gabriela.&lt;br /&gt;Enquanto Gabriela era amante do conhecimento, das ciências, da filosofia, da sociologia, Gabriel via uma grande falta de sentido e inutilidade em todas as teorias. Enquanto gabriela era um poço transbordante de sentimentos, Gabriel se quer acreditava no amor. Enquanto Gabriela lutava pelo que queria, com sonhos alimentava o dia-a-dia, com ações construía o seu futuro, Gabriel sentava, tocando melodias, deixando tudo por conta do destino - quem diria!&lt;br /&gt;Será que existia no mundo pessoas tão opostas como esses dois?&lt;br /&gt;E foi pensando em tudo isso que Gabriela se levantou. Uma pessoa assim não merecia o seu amor. E o seu olhar ao se levantar foi a primeira coisa que me incomodou. Não era mais o olhar de cachoeira seca e triste. Agora era um olhar de tristeza dissipando-se no vazio.&lt;br /&gt;E eu, de onde estava, não podia permitir que aquele poço inundado de sentimentos bons secasse. Não podia permitir que aquela aurea com o brilho mais intenso do que a lua acabasse.&lt;br /&gt;E foi por isso que, na manhã seguinte, Gabriela experimentou a única coisa que tinha em comum com Gabriel: O fato de acordar em um lugar totalmente inusitado. Mas, naturalmente, eles ainda não sabiam disso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1615050803877072817-6999470034271298594?l=insaniedadesaleatorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/feeds/6999470034271298594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1615050803877072817&amp;postID=6999470034271298594' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/6999470034271298594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/6999470034271298594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/2009/02/capitulo-2.html' title='Capítulo 2'/><author><name>Ana Paula Andreolla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12261424608560429685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3wMQh3pureA/SMxcpQRhdzI/AAAAAAAAAAM/NxsVdhRMdD8/S220/anaruiva+020.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1615050803877072817.post-4106017952963904664</id><published>2009-02-19T12:12:00.000-03:00</published><updated>2009-03-04T07:57:34.272-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 1</title><content type='html'>Gabriel abriu os olhos na manhã seguinte e teve que o refazer por mais cinco vezes para saber se realmente estava acordado. Não estava, como esperava, no seu quarto onde se deitou para dormir na noite anterior. Não. O cômodo era luxuoso. Luxuoso demais até mesmo para um homem tão viajado como Gabriel, que desde que nascera sempre teve quase tudo o que quis, graças aos alugueis dos imóveis deixados por seu avô, a generosa pensão que seu pai depositava todo mês para ele e seu irmão e as regalias com que o emprego público mimava sua mãe, Diana, como mima todos os funcionários públicos.&lt;br /&gt;Diana, apesar do sucesso profissional, era uma mulher reservada e despreocupada. Os lindos e longos cabelos negros ficavam sempre presos em um modesto coque, desses coques que a gente faz em dias quentes, em trinta segundos com uma caneta destampada de um caderninho de anotações que a gente nunca usa, mas compramos todos os anos só por causa do calendário - que consultamos umas duas ou três vezes ao ano. E o vestuário estava longe do geralmente esperado pela sua classe social.&lt;br /&gt;Optando por roupas simples e discretas, Diana escondia todos os atributos que poderiam ser considerados sexies. A ausência de maquiagem e as unhas sempre por fazer mostravam a falta de vaidade na mulher de olhar opaco e contornados por constantes olheiras, dessas que a vida coloca na gente e não nos importamos ou nos esforçamos para retirar, e que também não nos deixam por si só e nem convém nos deixar.&lt;br /&gt;Há 13 anos divorciada do marido e único namorado que tivera em toda a sua vida, Diana não era uma mulher entusiasmada, ou dedicada, ou propositada. Apenas levava um dia de cada vez, cumprindo tarefas e dando aos filhos tudo o que eles pediam, ora para tentar suprir a ausência do pai, ora para evitar discussões desnecessárias e ora para gastar o dinheiro que sobrava todo o mês e que não tinha vontade de gasta-lo com nada, então dava-o aos filhos.&lt;br /&gt;Essa era a verdade. Diana era uma mulher sem vontades. Uma mulher apagada, sem o brilho que possuem aqueles que vêem graça no viver, porque Diana não vivia – existia.&lt;br /&gt;Já Gustavo, filho de Diana e também filho das farras, era diferente. Boêmio, mas não irresponsável, corria atrás de construir seu futuro profissional. Tirava notas boas na faculdade particular de direito, mas não era um aluno brilhante. Festas e mulheres o interessavam mais. Dentro de casa assumia uma postura de constante mau humor. Apesar de todos os esforços materiais de Diana para transformar a casa grande em um lar perfeito, Gustavo sempre achava algo para reclamar, e esse seu gênio tempestuoso, como o de toda pessoa mimada, às vezes resultava em algumas discussões com seu irmão Gabriel.&lt;br /&gt;Gabriel era mais parecido com Diana, no jeito de ser. Mas não lembrava em nada fisicamente os seus familiares, somente uns traços de vez em quando, daqueles traços que geralmente pescamos num relance.&lt;br /&gt;Com seus vinte e poucos anos, tinha uma beleza angelical. E o seu jeito descontraído, de menino observador, e suas expressões infantis, despropositalmente chamavam atenção. Seu olhar e seu sorriso atribuíam ao seu semblante uma imagem pura e inocente, que intimidava, de uma forma estranha, o público feminino.&lt;br /&gt;Gabriel podia ter a mulher que quisesse, mas estava longe de ser um cara mulherengo. Nas raras ocasiões em que se aventurava pelos caminhos de relações, conquistava com facilidade a dama que chamava sua atenção. Mas, assim como Diana, não era um cara muito entusiasmado. Tinha um jeito estranho de gostar das pessoas. Depois que estavam próximas, Gabriel se afastava. Não rompia relações, mas não se esforçava para conserva-las. E isso desnorteava suas namoradas, até o momento em que elas não agüentavam mais o constante tanto faz com que Gabriel levava a vida e terminavam.&lt;br /&gt;O desinteresse de Gabriel pela vida era até meio bizarro. Não planejava o futuro. Até a faculdade que fazia, começada tardiamente, fora escolhida por sorteio, porque alguém disse a ele uma vez que era importante se ter um curso superior nos dias atuais. Então Gabriel assistia as aulas, de vez em quando fazia alguns trabalhos e provas, mas tudo de forma automática, sem realmente se envolver.&lt;br /&gt;E essa era a verdade. Gabriel não se envolvia realmente com nada, mas se achava feliz assim, porque confundia a incapacidade de sofrer com a felicidade. E realmente acreditava que todas as pessoas seriam mais felizes se encarassem a vida da forma que ele o fazia, mas isso, para as pessoas, e principalmente para as namoradas, tinha outro nome: frieza sinistra.&lt;br /&gt;Mas há três meses atrás uma coisa diferente aconteceu.&lt;br /&gt;Quase três anos mais jovem, e três semestres mais adiantada, Gabriela era a menina dos olhos dos professores da universidade. Inteligente, informada, astuta e com colocações e argumentos que a faziam liderar debates até mesmo com os professores, Gabriela despertava o respeito e admiração de alguns colegas, inveja e desagrado de outros. Mas não se importava.&lt;br /&gt;Apesar da sua popularidade tanto entre os estudantes como entre o corpo docente, era uma menina de poucos amigos. Em quatro semestres cursando jornalismo, somente duas pessoas poderiam dizer que realmente a conheciam. Mas quase ninguém acreditava no que essas duas pessoas tinham a dizer sobre Garbriela.&lt;br /&gt;Quando Gabriel a viu pela primeira vez, nada sabia a respeito do seu intelecto ou sobre o que essas duas pessoas tinham a dizer. Mas logo de cara soube que estaria prestes a conhecer uma pessoa tão diferente como ele nunca tinha visto antes.&lt;br /&gt;Ela estava parada, no final do corredor. As vestes tão escuras e elegantes como a noite contrastavam com a alvidez de sua pele e os longos cabelos vermelho-sangue. Os olhos claros, em um misto de mel e verde, olhavam incessantes para um ponto fixo...no teto?!&lt;br /&gt;Sim, no teto. Por mais que Gabriel olhasse, não encontrava nada que podia segurar um olhar por mais que alguns segundos. No entanto, Gabriela quase nem piscava, encarando o mesmo ponto, como se visse o mundo, por mais de três minutos. E quando Gabriel pensava em se aproximar para saber se estava tudo bem, subitamente, Gabriela olhou pra frente e começou a andar. Passos rápidos e firmes, e pela primeira vez uma garota passou por Gabriel sem notá-lo, como se ele fosse uma parte estendida da parede atrás de si. O fato é que um teto bobo e comum, e igual a todos os outros tetos foi capaz de chamar atenção de Gabriela mas do que Gabriel conseguiu.&lt;br /&gt;Sem pensar muito, Gabriel deu a volta e a seguiu. Mas logo a garota se misturou ao aglomerado de alunos que migravam constantemente de um ponto para outro da universidade, transformando seus pátios e corredores em verdadeiros congestionamentos humanos, fenômeno bastante comum na sociedade atual. E tudo o que Gabriel viu foram intensos cabelos vermelhos dobrando um corredor que dava acesso ao penúltimo bloco de salas de aula.&lt;br /&gt;Gabriel não sabia porque a estava seguindo. E quando parou pra pensar nisso, deu a volta e retornou a sua sala de aula, sentando-se num lugar ao fundo como costumava fazer, não dando atenção aos convites que as garotas lhe faziam para sentar-se perto delas.&lt;br /&gt;Falando pra si mesmo que tiraria aquela menina lunática da cabeça, Gabriel colocou os fones de ouvido e ficou observando os alunos e a professora, sem nada ouvir além da sua boa e velha música clássica.&lt;br /&gt;Mas Gabriela não saiu de sua cabeça durante toda a noite. E nem seu nome ele sabia. E chegou na universidade no dia seguinte determinado a descobri-lo, mas não viu sequer um sinal de Gabriela naquele dia e nem no resto da semana.&lt;br /&gt;E foi com certa irritação que se deu conta de que Gabriela tinha sumido do mundo para se esconder na sua mente. Por mais que tentasse se distrair, ou mesmo jogar o tanto faz para tudo e todos que sempre fazia, aquele rosto teimava em lhe aparecer ao menor fecho de olhos, mesmo aqueles que apenas se fecham em uma piscadela.&lt;br /&gt;Passado o fim de semana, Gabriel chegou na universidade um pouco mais conformado. Não procurou mais por Gabriela. Sentou-se ao fundo da sala, solitário, como de práxe, com os fones de ouvido, e pôs-se ao seu hábito de observar as pessoas ao seu redor.&lt;br /&gt;Seus colegas de classe, com o passar dos minutos, foram contraindo suas expressões para um misto de concentração e admiração. Parecia uma aula interessante. Gabriel tirou os fones de ouvido e dirigiu seu olhar ao novo professor, que conseguira prender a atenção dos alunos como poucos ali o faziam.&lt;br /&gt;Meia hora de aula, e o professor, com um curriculum brilhante, tinha o respeito, admiração e entusiasmo dos alunos.&lt;br /&gt;E foi com empolgação que a classe se dirigiu a aula desse mesmo professor no dia seguinte. Ele tinha uma mente tão brilhante, que quando começava a falar, mil idéias transitavam por sua mente, e os alunos absorviam cada uma delas, como se suas palavras fossem oxigênio. E os estudantes estavam tão espatifados que, pela primeira vez na história daquela turma de graduandos, o motivo da interrupção na aula não partiu de nenhum deles. Veio de uma suave batida na porta.&lt;br /&gt;E Gabriel sentiu seu estômago contrair de uma forma bizarra, quando viu surgir na porta aquela garota que dias atrás olhava para o teto com feições curiosas. E escutou a voz mais meiga de todo o mundo dizer:&lt;br /&gt;- Com licença, professor, será que eu poderia...?&lt;br /&gt;- Gabriela! Que prazer te ver aqui! Entra, meu amor, entra! Que saudades de você!&lt;br /&gt;- Obrigada, professor! Também senti sua falta! Desculpe atrapalhar a sua aula...&lt;br /&gt;- Ora, imagina! Gente, essa aqui é a Gabriela. Aluna do quarto semestre, e se me permitem dizer, a aluna mais brilhante que já tive o prazer de conviver! Acho que ela me ensinou mais coisas do que eu a ela – riu o professor.&lt;br /&gt;Gabriela sorriu, sem jeito.&lt;br /&gt;- Não o levem a sério, está apenas sendo gentil! Então, me permite falar com a Júlia um instantinho só, professor? É importante...&lt;br /&gt;- Senta lá, mas não vale responder nenhuma pergunta, viu? É a vez deles agora.&lt;br /&gt;Gabriela sorriu, e sem olhar pra turma uma única vez desde que chegara, caminhou até uma garota de cabelos curtos e claros e sentou-se, em silêncio, ao lado dela, ignorando os assobios de um grupo de garotos no outro canto da sala.&lt;br /&gt;Gabriel observou Gabriela pegar um pedaço de papel, anotar alguma coisa e devolvê-lo a amiga. Esta, leu sem alterar a expressão facial, fez um gesto afirmativo com a cabeça para Gabriela e as duas voltaram seus olhares para o professor.&lt;br /&gt;Terminada a aula, Gabriel permaneceu sentado, observando cada movimento de Gabriela. A garota se levantou, juntou rapidamente seu material e caminhou em direção a amiga Júlia, que a aguardava já na saída da sala.&lt;br /&gt;Durante a curta caminhada, porém, Gabriela o viu. E parou. Gabriel não desviou o olhar. E por uns instantes os dois ficaram parados, se olhando, sem nenhuma expressão facial. Até que Júlia, impacientando-se com a demora da amiga, a puxou pelo braço e saiu dizendo:&lt;br /&gt;- Vamo logo, Gabi. A gente ta atrasada.&lt;br /&gt;E as duas saíram sem olhar pra trás.&lt;br /&gt;E essa foi a segunda vez que Gabriel a vira, e saiu mais intrigado do que na primeira. Não, não conseguia tira-la da cabeça. Ia falar com ela no dia seguinte.&lt;br /&gt;Mas, para a sua surpresa, Gabriela não apareceu no dia seguinte. Seguiu todos os passos de Júlia para ver se a encontrava, mas a garota não dava se quer sinais de que conhecia Gabriela.&lt;br /&gt;E ficou nessa rotina pelo resto da semana. Todos os dias ia até a sala do quarto semestre no penúltimo bloco, mas a garota não passava por lá.&lt;br /&gt;Na sexta-feira decidiu abordar uma estudante, cabelos compridos e castanhos, feições simpáticas.&lt;br /&gt;- Hei...você sabe se a Gabriela estuda nessa sala?&lt;br /&gt;- Gabriela? Uma ruiva?&lt;br /&gt;- Isso!&lt;br /&gt;- É dessa sala sim.&lt;br /&gt;- Ah...é que tem dias que eu to tentando falar com ela, e não a vejo..&lt;br /&gt;- Ela não tem vindo muito pra aula não. Se a ver, diga que também quero falar com ela.&lt;br /&gt;E a jovem saiu, dando risadinhas, com uma amiga de cabelos curtos e escuros.&lt;br /&gt;E mais uma vez Gabriel passou o fim de semana tentando tira-la da cabeça.&lt;br /&gt;Na segunda-feira, optou por fazer um caminho diferente. Não estava com muita paciência para cumprimentar colegas de turma, e decidiu dar a volta, entrando por uma passagem que quase ninguém utilizava, só mesmo os que chegavam atrasados e não encontravam no estacionamento vagas mais próximas da entrada principal.&lt;br /&gt;Entre essa entrada e os blocos com a sala de aula, havia um jardim, com um parquinho infantil no centro dele. Para que a universidade havia construído aquele parquinho ali, Gabriel não sabia. Mas deixou de reclamar dele depois dos acontecimentos daquela noite.&lt;br /&gt;Parada, olhando pra uma árvore, do mesmo jeito que estava encarando o teto dias atrás, estava Gabriela. Sozinha. Olhava fixamente para uma jovem árvore, que em poucos anos ganharia as alturas daquele canteiro.&lt;br /&gt;Gabriel a observou por alguns minutos, e decidiu se aproximar.&lt;br /&gt;- Perdeu alguma coisa na árvore? Precisa de ajuda pra achar?&lt;br /&gt;A garota se assustou. Será que realmente não o tinha ouvido chegar?&lt;br /&gt;- Ah, não! - respondeu a voz mais meiga do mundo, com um sorriso que Gabriel não ousou e até hoje não ousa tentar descrever. - Só estava olhando, a forma, das folhas...sabia que em todo o mundo nenhuma folha é igual a outra?&lt;br /&gt;E assim os dois se puseram a conversar. Deitaram no telhado da casinha do parquinho, e Gabriel ouvia a garota dizer coisas sobre a vida, o universo, e tudo o mais. E ele logo se pegou falando também, conversando, se abrindo como há muito tempo não fazia.&lt;br /&gt;E Gabriela se a abriu como não costumava fazer. Mostrou para Gabriel quem era a garota por trás dos argumentos ácidos e dos pensamentos geniais. Mostrou-se como só tinha se mostrado para duas pessoas na universidade até então.&lt;br /&gt;E Gabriel se encantou pela jovem sonhadora e idealista, apaixonada pela vida e amante de todas as coisas simples. De alguma maneira, Gabriela despertava em Gabriel a vontade de viver, de cuidar...mostrou para ele a importância de se preocupar e cuidar de outras pessoas.&lt;br /&gt;Bastou algumas semanas para que eles começassem a namorar. E o relacionamento deles era tão bonito de se ver que muitos casais confessavam sentir inveja do entrosamento que um tinha com o outro. E até mesmo ex namoradas de Gabriel achavam que ele finalmente ia deixar a sua frieza de lado.&lt;br /&gt;Pobres iludidas.&lt;br /&gt;Na noite anterior ao acordar em um cômodo estranho e demasiadamente luxuoso, Gabriel fora se deitar pensando em Gabriela, que havia rompido o namoro com ele. Não ia chorar, nem ficar triste, como nunca fazia nesses tipos de situações. As pessoas não entendiam o seu modo de levar a vida, e ele também não fazia questão de mostrar.&lt;br /&gt;Por isso, virando-se para o lado e sem mágoas, dormiu um sono tranqüilo como dormia todas as noites. Mas acordou em um lugar um tanto quanto inusitado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1615050803877072817-4106017952963904664?l=insaniedadesaleatorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/feeds/4106017952963904664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1615050803877072817&amp;postID=4106017952963904664' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/4106017952963904664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/4106017952963904664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/2009/02/capitulo-1.html' title='Capítulo 1'/><author><name>Ana Paula Andreolla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12261424608560429685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3wMQh3pureA/SMxcpQRhdzI/AAAAAAAAAAM/NxsVdhRMdD8/S220/anaruiva+020.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1615050803877072817.post-6434017990991183169</id><published>2009-01-09T22:10:00.000-02:00</published><updated>2009-01-10T00:16:26.646-02:00</updated><title type='text'>Meu querido diário...</title><content type='html'>Frases soltas num pedaço de papel às vezes dizem mais do que um livro de mil páginas. Sabe, frases soltas, como peças espalhadas de um enorme quebra-cabeça. Você junta as peças, e sem monta-las, tenta formar uma idéia geral do que seja a imagem. As vezes você acerta. As vezes não.&lt;br /&gt;Tirei uma tarde desse singelo verão brasiliense para arrumar um caixote de madeira que esconde um portal tridimensional chamado: meu guarda-roupa. E, de alguma dimensão temporal, por meio de técnicas por mim ainda desconhecidas, este portal jogou em minhas mãos uma pilha razoável de pequenos caderninhos coloridos, cada um trancado com minúsculos cadeados.&lt;br /&gt;Entre risos e exclamações, comecei a procurar uma chavinha que, para minha surpresa e indignação, foi capaz de destrancar, um a um, todos aqueles objetos que guardavam mais do que figurinhas e anotações infantis: guardavam uma janela única e mágica. Uma janela que mostrava o mundo dos 7 aos 19 anos de idade.&lt;br /&gt;Entre tantas lembranças e intensas gargalhadas, o tempo dedicado à esta leitura peculiar me trouxe mais do que um singelo momento de prazer: trouxe de volta tudo aquilo que o tempo, a vida e o amadurecimento arracam de você.&lt;br /&gt;Mas não falarei da minha descoberta. O que posso dizer é que uma das principais diferenças em que pude notar, por exemplo, dos 8 para os 18, é, sobre alguns outros aspectos, os temas abordados. Mas, surpreendente ou não, a proporção de semelhanças é infinitamente mais notável. É impressionante a evolução da mente humana! Mas como eu disse, não falarei da minha descoberta. Farei comparações generalizadas. Bleh.&lt;br /&gt;Quando criança você se pergunta sobre o mundo. Quando adulto, sobre pessoas. Mas você não vive nas pessoas. Vive no mundo. As pessoas fazem parte dele, e não o contrário.&lt;br /&gt;Quando criança você faz questionamentos. Quando adulto, afirmações. Mas não dizem que a vida é um eterno aprendizado?&lt;br /&gt;Quando criança você pergunta: Por que a lua, os planetas, o sol e as estrelas não caem? (invoca)&lt;br /&gt;Quando adulto, você diz: bem que a força gravitacional terrestre poderia ignorar o meu chefe e manda-lo para algum lugar onde sua capacidade de atração seja desprezível. Que tal Jupter? (expulsa)&lt;br /&gt;Quando criança você caminha na rua e escreve: Querido diário, hoje eu conheci um homem que mora numa árvore! Já imaginou que legal? As pessoas davam dinheiro pra ele, porque ele não tinha. Ele também não tinha chiclete, aí eu dei um pedaço do meu pra ele. Será que ele é irmão do Tarzan?&lt;br /&gt;Quando adulto, você caminha na rua e comenta: quando é que o governo vai acabar com essa mendigagem infernal? E aí, dá uma ou duas moedas por desencargo de consciência.&lt;br /&gt;Quando criança, você olha pro céu e escreve: meu querido diário, a mamãe me disse que as estrelas cadentes são mágicas. Ontem eu fiquei um tempãozão tentando ver uma, mas aqui não dá. Lá na casa do nono tem um monte de estrelas. Quando eu for lá eu vou ver uma estrela cadente, e aí eu vou pedir pra minha boneca falar, igual a Emília. Mas será que só funciona com boneca de pano?&lt;br /&gt;Quando adulto, nas raras vezes em que olha pro céu, comenta: aah, parece que vai chover.&lt;br /&gt;Quando criança, você vê uma árvore sendo derrubada e escreve: meu querido diário, hoje derrubaram uma árvore perto da minha casa. O nome dela era Lalinha. As amigas dela estão muito tristes, aí eu chamei a minha irmã e as minhas amigas para fazerem parte do meu grupo. O nome é: grupo das plantas, e as regras são: 1° Não falar a senha e nem do grupo para ninguém. 2° Todo dia molhar a árvore. 3° Manter a árvore limpa. 4° Não maltratar o meio ambiente. 5° Não levar amigos mal educados para a árvore. 6° Não deixar os meninos arrancaram folha ou colarem chiclete nela. 7° Só entra pessoas que todos estejam de acordo. 8° Impedir que as pessoas maltratem o ambiente. 9° Tentar salvar a árvore de tudo o que é ruim. 10° Fazer reunião uma vez por semana com resultado da vigiação das árvores da quadra.&lt;br /&gt;Cada pessoa tem um lugar na nossa árvore, e é tão legal brincar lá! Desde pequena eu adoro subir em árvore!&lt;br /&gt;Quando adulto, você vê uma árvore sendo arrancada e diz: Até que enfim, menos pássaros cagando no meu carro novo. Oba, mais madeira pra minha fábrica. Ah, que pena, agora meu carro vai ficar no sol.&lt;br /&gt;Sinceramente, com tantas anotações, eu poderia preencher páginas e páginas de comparações. Mas só aí, da pra perceber que a medida em que vamos nos tornando adultos, vamos ficando mais egocentricos?&lt;br /&gt;Comparando meus diários de anos atrás com diários atuais, e também com histórias de pessoas que eu conheço ou de forma geral, acho que umas das coisas mais importantes para serem aprendidas e ensinadas, é como as próprias pessoas se relacionam entre si e com o mundo.&lt;br /&gt;Invés de pedir para alguém sorrir, por que não tentar fazer essa pessoa sorrir? Invés de falar que uma pessoa é linda, por que não tentar ajudar com que ela veja a beleza em si mesma? Invés de olhar para as coisas pensando de que forma elas influenciarão em suas vidas, por que não olhar para as coisas como são? Elas não dependem de você pra existir.&lt;br /&gt;Mas, o mais importante disso, é: não deixe que a frieza e a distância de algumas pessoas mudem o que você realmente é. Por mais tropeços e quedas que você leve, não deixe de acreditar no amor. Há magia mais mágica do que essa? Amor de família, de namorado..o que for...acredite no amor, mesmo que seu parceiro ou ninguém mais ao seu redor o faça. E lembre-se de que é importante fazer conquistas, mas que a acomodação é um passo gigante na direção do fracasso. Conquiste novas coisas e conquiste as conquistas diariamente. Assim você não esquece de todas as coisas que te importam. Assim você não esquece de que você faz parte do mundo, e não o mundo faz parte de você. Assim você não deixa que novas peças se juntem à um amontoado de peças esquecidas. Não. Encaixa-as...e evita formar a imagem errada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1615050803877072817-6434017990991183169?l=insaniedadesaleatorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/feeds/6434017990991183169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1615050803877072817&amp;postID=6434017990991183169' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/6434017990991183169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/6434017990991183169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/2009/01/frases-soltas-num-pedao-de-papel-s.html' title='Meu querido diário...'/><author><name>Ana Paula Andreolla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12261424608560429685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3wMQh3pureA/SMxcpQRhdzI/AAAAAAAAAAM/NxsVdhRMdD8/S220/anaruiva+020.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1615050803877072817.post-3900312120729474123</id><published>2009-01-06T09:26:00.000-02:00</published><updated>2009-01-06T09:40:08.071-02:00</updated><title type='text'>Jornal do Brasil - Cientistas confirmam: existe o amor para vida toda</title><content type='html'>Meu próximo post, não ia mais ser sobre esse tema. Não gosto de repetir, ainda mais assim, seguido. Mas tinha que colocar essa matéria aqui.&lt;br /&gt;Talvez ninguém acredite, mas não, eu nunca tinha lido nada sobre essa pesquisa que foi divulgada no jornal do Brasil hoje. Por tanto, qualquer semelhança com o post anterior é sim, de fato, mera coincidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornal do Brasil&lt;br /&gt;Terça-feira, 6 de janeiro de 2009&lt;br /&gt;Editoria: Vida, Saúde&amp;amp;Ciência&lt;br /&gt;Página: A21&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cientistas confirmam: existe o amor para vida toda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cientistas descobriram o verdadeiro amor. Exames das ondas cerebrais indicaram que casais podem apresentar, mesmo após 20 anos, a mesma paixão que a maioria daqueles nos primeiros tempos de relacionamento. De acordo com o Times Online, a descoberta derruba a visão de que o amor e o desejo sexual atigem o pico no começo da relação e declinam com os anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisadores da Stony Book University, em Nova York, analisaram ondas cerebrais em casais que estão juntos há décadas e comparou com as de casais recém-formados. Descobriram que um a cada 10 dos casais mais antigos tinha as mesmas reações químicas no cérebro ao ver fotografias de seus parceiros que os casais mais recentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisas anteriores sugeriam que os primeiros estágios do relacionamento, uma montanha-russa de emoções e obsessões, começa a enfraquecer após 15 meses. Passados 10 anos, conexões químicas não ocorreriam mais. Mas análises cerebrais de alguns casais formados há mais tempo revelam que o amor também amadurece, permitindo que se desfrutem do "companheirismo intensivo e vivacidade sexual"."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia é só essa. Será que esse amadurecimento do amor não é a mesma igualação de frequências, mas em intensidades distintas?&lt;br /&gt;Não vou prolongar o mesmo tema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1615050803877072817-3900312120729474123?l=insaniedadesaleatorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/feeds/3900312120729474123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1615050803877072817&amp;postID=3900312120729474123' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/3900312120729474123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/3900312120729474123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/2009/01/jornal-do-brasil-cientistas-confirmam.html' title='Jornal do Brasil - Cientistas confirmam: existe o amor para vida toda'/><author><name>Ana Paula Andreolla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12261424608560429685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3wMQh3pureA/SMxcpQRhdzI/AAAAAAAAAAM/NxsVdhRMdD8/S220/anaruiva+020.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1615050803877072817.post-5894738220184609492</id><published>2008-12-22T12:55:00.000-02:00</published><updated>2008-12-22T12:56:46.279-02:00</updated><title type='text'>"Às vezes o que há de mais real são as coisas que não podemos ver"</title><content type='html'>"Às vezes o que há de mais real são as coisas que não podemos ver"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É engraçada como a vida pode ser irônica. E também é engraçado quando acontecem coisas que nem mesmo o mais cético cientista é capaz de explicar.&lt;br /&gt;Dizem que todos somos iguais. Um saco de neurônios e compostos orgânicos com traços originados fundamentalmente por combinações de uma proteína no interior da célula, que, embora um seja diferente do outro, todos possuem DNA.&lt;br /&gt;Mas se é só isso, se somos apenas o resultado evolutivo de moléculas orgânicas, compostas por elementos biogênicos (Carbono, Hidrogênio, Oxigênio, Nitrogênio, Enxofre e Fósforo) que por acaso um dia cruzaram o mesmo ponto num planeta chamado Terra há milhares de anos atrás, dando origem a organização funcional (que resulta na capacidade das moléculas constituírem entidades capazes de interagir com o meio ambiente) e, dessa forma, possibilitando a evolução de moléculas (de moléculas, não de seres), até os dias atuais (e falando dessa forma, conclui-se que o mundo não passa de um lugar repleto de diferentes combinações moleculares, e isso também explicaria a extinção e o surgimento de novas espécies [de combinações moleculares] diariamente, bem como o fato de alguns animais só viverem num meio e morrerem se retirados dali, bla bla bla), por que então "sentimos" coisas diferentes por "pacotes orgânicos" (pessoas, animais), se todos são apenas isso, pacotes orgânicos?&lt;br /&gt;Será que sentimentos nada mais são do que as reações expressadas no organismo quando, por algum motivo bizarro, mas não incompreensível, as ondas cerebrais de duas pessoas, naquele ponto em que se aproximam, estão na mesma freqüência?&lt;br /&gt;As ondas cerebrais mudam de frequência baseando-se na atividade elétrica dos neurônios, que seguem um padrão e um ritmo que variam conforme seu cérebro as modula para a realização de atividades diariamente.&lt;br /&gt;Então, será que é a igualação de freqüências somadas aos estereótipos sociais arquivados através da sintetização de uma proteína, cujo nome eu esqueci, que torna permanente uma memória, possibilitando o fluxo de concepções, idéias, conhecimentos, chega Ana! que formam o sentimento?&lt;br /&gt;Então sentimentos não existem. Nada mais são do que a ressonância refletida no organismo, resultante da igualação da freqüência das ondas cerebrais de duas fontes distintas.&lt;br /&gt;Três pessoas me disseram que essas coisas que estou dizendo faz sentido. Mas esse excesso de sentido na explicação da inexistência de sentimentos não torna o mundo sem sentido?&lt;br /&gt;Mais uma coisa. Dizem que crianças se contentam com muito pouco. Sentem-se imensamente prazerosas ao ver animais, flores, e coisas tecnicamente simples da vida. Conforme vão crescendo, essas coisas vão perdendo a graça. Vão perdendo a graça ou a igualação de suas ondas cerebrais com a desses seres vai ficando cada vez mais difícil e impossibilitando a ressonância refletida no organismo?&lt;br /&gt;Por mais evidências de que o que estou dizendo esteja certo, nem eu sei se acredito nisso tudo mesmo. E os próprios pacotes orgânicos é que me fazem derrubar a própria teoria. Porque, se as coisas forem exatamente dessa forma, assim como a água é um solvente universal, meu padrão de variação de freqüência cerebral deve ser um padrão universal. Realmente me sinto bem com animais e plantas e peixinhos coloridos e pessoas! Não é a toa que sou vegetariana.&lt;br /&gt;E outra...mesmo que você ame várias pessoas, são amores diferentes. Existem ressonâncias diferentes? Existe sim, depende da intensidade da frequência e bla bla bla. Ainda assim, tem certas coisas que são inexplicáveis. Inexplicáveis. Como uma certa estranha, e boa, e única sensação de já conhecer há um tempão. Se coisas como essa nada mais são do que freqüências de ondas cerebrais semelhantes em maior ou menor intensidade (e tanto faz a intensidade. Freqüência em baixas intensidades nesses casos pode ser ainda mais raro), tanto faz. Se eu não passo de um pacote de relações moleculares, tanto faz. Só sei que o valor que amizade, família, amor e humanismo representam pra mim, organicamente explicável ou não, nenhuma teoria é capaz de tirar. Nem mesmo as minhas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1615050803877072817-5894738220184609492?l=insaniedadesaleatorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/feeds/5894738220184609492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1615050803877072817&amp;postID=5894738220184609492' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/5894738220184609492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/5894738220184609492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/2008/12/s-vezes-o-que-h-de-mais-real-so-as.html' title='&quot;Às vezes o que há de mais real são as coisas que não podemos ver&quot;'/><author><name>Ana Paula Andreolla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12261424608560429685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3wMQh3pureA/SMxcpQRhdzI/AAAAAAAAAAM/NxsVdhRMdD8/S220/anaruiva+020.JPG'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1615050803877072817.post-3295259440861591407</id><published>2008-12-04T09:14:00.000-02:00</published><updated>2008-12-04T09:15:11.526-02:00</updated><title type='text'>Genialidade ou insensibilidade?</title><content type='html'>Muitas pessoas se passam por gênios pela forma de encarar a vida. Fazem um discurso contundente sobre a organização socio-econômica, sobre a política, e para todos os problemas, apontam uma solução ou simplesmente jogam a culpa no cara que não estudou, e arrancam aplausos de um monte de babacas que se dizem impressionados enquanto tomam uma cerveja. Alguns universitários realmente entendem do assunto, e tem um introsamento invejável com o mundo das palavras. É aí que está o principal perigo. Em seus discursos tridimensionalmente universais, dão a impressão de que possuem o mundo enclausurado em seus cérebros, e até conseguem convencer alguns tantos trouxas de que realmente sabem do que estão falando, mas na verdade não passam de um bando de filhinhos de papai cujo cérebro, talvez universal, mas jamais tridimensional, está enclausurado nas conformistas concepções que adotam numa tentativa incansável de tirarem seus cus da reta.Ora, sei que os poucos leitores deste singelo ponto de vista, ainda que de forma obscura, sabem do que estou falando. Mas, para aqueles que ainda acham que estas não passam de palavras soltas e talvez bem arquitetadas, tentarei ser mais objetiva.Vamos observar milhares de universitários espalhados por aí. Chegam nas salas de aula, fazem discursos que impressionam até mesmo seus professores. Depois saem. E as vidas desses cérebros brilhantes se resumem a universidade, festas, e talvez uma estudada entre uma trepada e outra. Uma vida aparentemente fútil, se não fosse pelos temas abordados nas mesas dos bares e dos conhecimentos teóricos acumulados que fazem todos admirarem o grandioso potencial que atribuiram ao geniozinho. E esses geniozinhos, por meio da tecnologia atual que dispomos na chamada new midia, que permite que qualquer cidadão possa expressas suas idéias de maneira não padrão e independente, utilizam esses recursos para criticarem aquilo que a maioria das pessoas fazem, talvez pelo simples prazer de ser diferente, tavez por querer passar a idéa de que possuem um aguçado senso crítico, ou talvez por realmente pensar aquilo tudo mesmo, e em suas escritas que mais parecem obras de arte, possuem a audaciosidade de utilizarem expressões como "faça isso", "pare com isso", "mude isso". E, a melhor parte, o imperialismo do geniozinho não é visto como uma excentricidade. O imperialismo utilizado chega até mesmo ser o brilho do astrozinho a partir de então idolatrado. E eu acho isso fantástico. Não estou aqui criticando a intelectualidade difundida na diversão. Não! Acho que a vida é linda e é para ser curtida ao máximo mesmo. Mas acho também que essa capacidade que alguns geniozinhos possuem de transformar o imperialismo no brilho de um astro a partir de então idolatrado, é má utilizada. Se utilizassem seus discursos imperialistas para coisas que realmente importam, estariam indo contra às suas adotadas concepções anteriormente mencionadas. Mas esse ainda não é o ponto fundamental.Quando questionamos à um geniozinho brasileiro sobre a fome, ele te responde: "Aquele cara sentado ali? Ta passando fome porque quer. Se tivesse estudado e se esforçado, não estaria ali. E o governo é burro, invés de dar os instrumentos para que aquele cara possa conseguir sua comida, prefere fazer o vale pão. Não vai dar condições para o cara sair dessa, mas não vai deixar ele morrer, e, de quebra, consegue votos nas próximas eleições. É por isso que eu vou sair desse país e ir pra um lugar que o governo dê ferramentas para produzir o pão, invés de pôr o pão na mesa e estimular a cultura de uma população ignorante e acomodada". E é aqui, é exatamente nesse ponto em que a insensibilidade é confundida com a genialidade.Se uma pessoa consegue proferir tais palavras à uma criança que lhe estende a mão com lágrimas nos olhos pedindo um pão, desculpe, mas isso pra mim não é genial. É ignorância. É egocentrismo. É estupidez. É tirar o seu da reta. Por ser bom com as palavras, quase convence as pessoas de que sabe do que está falando. Mas não sabe.Não viveu a história do cara sentado na esquina com a mão estendida. Não sabe o que aconteceu para ele não ter estudado. Se você não viveu, você não sabe. Se não sabe, não pode falar.Diferente dele, você estudou nas melhores escolas desde que nasceu. Por isso, hoje é genial. Se todos os geniozinhos direcionassem seus talentos para coisas que realmente valessem à pena, talvez não teriamos mais crianças pedindo pão com lágrimas nos olhos. Mas é assim que termino esse texto hipócrita, esperando que algum dia a insensibilidade não mais seja confundida com a genialidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1615050803877072817-3295259440861591407?l=insaniedadesaleatorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/feeds/3295259440861591407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1615050803877072817&amp;postID=3295259440861591407' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/3295259440861591407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/3295259440861591407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/2008/12/genialidade-ou-insensibilidade.html' title='Genialidade ou insensibilidade?'/><author><name>Ana Paula Andreolla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12261424608560429685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3wMQh3pureA/SMxcpQRhdzI/AAAAAAAAAAM/NxsVdhRMdD8/S220/anaruiva+020.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1615050803877072817.post-1307787410108495307</id><published>2008-10-22T12:58:00.000-02:00</published><updated>2009-03-04T07:56:33.391-03:00</updated><title type='text'>Zoologia Econômica Mundial</title><content type='html'>É, eu sei, tem tempo que eu não atualizo isso aqui. Mas é que com tantos espetáculos que o Circo Mundial colocou em cartaz, fica difícil parar e prestar atenção em outras coisas. São espetáculos tão fantásticos que dispensam comentários. A programação é por deveras inusitada, e abrange todos os gostos pessoais. Variam desde intitulados "Crise Econômica Mundial", comédias como as observadas em "Eleições Presidenciais Norte-americanas" dramas como "Turbulências Globais", comédias românticas como "Banco Central, Lula e Guido Mantega", aventura chamada "Plano de Resgate aos Bancos" e até apresentações de horror, como muito bem colocou o Casseta e Planeta, "Noite Negra na Wall Street", "Sexta-feira –13% nas bolsas de valores" e "Eu sei que vocês faliram na semana passada". É, esses são os espetáculos. O nome do circo? Fácil. Zoologia Econômica Mundial.&lt;br /&gt;Se você está por dentro do que ta rolando na crise mundial, pule para os últimos parágrafos. Se não está, acompanhe breves explicações para entender piadas posteriores.&lt;br /&gt;É impressionante como em pleno século XXI, com tanta experiência e conhecimento acumulado das últimas eras, experiências até de grandes crises, como a de 1929, ainda temos pessoas que são capazes de jogar Second Life com o mundo real. E fico de cara ao ver essas pessoas dirigindo nações. Se você fica boquiaberta quando acompanha os traços bizarramente lógicos que caracterizam a política petrolífera mundial, seu queixo literalmente cai quando invade os bastidores do Mercado Financeiro.&lt;br /&gt;A organização é tão fantasiosa para um bando de adultos de terninhos que coloca qualquer faz-de-conta infantil no chinelo. Porque a crise econômica nada mas é do que isso: resultado de um grande faz-de-conta onde não teve uma mãe pra falar que a hora de brincar acabou porque o neném precisa arrotar. Calma, vou explicar.&lt;br /&gt;Esquece tudo o que você leu até agora e pensa o seguinte:&lt;br /&gt;Como você administra suas finanças? Bom, você tem um salário, e despesas, certo? Às vezes pode acontecer de suas despesas serem maiores do que o seu salário, o que no meu caso é muito mais propício. Quando isso acontece, você precisa tomar algumas decisões. E elas podem ser:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1)Sortear quais dívidas serão pagas e engavetar as outras, esquecendo que o juros ta comendo solto;&lt;br /&gt;2)Pegar dinheiro emprestado, pagar tudo e financiar sua dívida posteriormente;&lt;br /&gt;3)Arrumar meios de aumentar sua renda mensal para conseguir atender todas as suas demandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, com um país, não é diferente. No país, você tem receita e despesa. A receita, que é arrecadada através de impostos, é como se fosse o salário do país. Mas, na maioria dos casos, a receita não é suficiente para suprir toda a demanda nacional. Então, assim como você busca caminhos alternativos, o país também os busca. Os mais comuns, são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1)O mercado especulativo de compra e venda de ações nas bolsas de valores;&lt;br /&gt;2)Venda de Tesouros. Esses tesouros são papéis que o governo troca com investidores por dinheiro. O investidor fica com os papéis, o país pega a grana e depois de um tempo, resgata esses tesouros para revende-los posteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra maneira de arrecadar fundos, e uma dos principais atuantes no desenvolvimento econômico do Brasil, são as atividades sujeitas ao Comércio Exterior (importação / exportação).&lt;br /&gt;Todo país tem uma espécie de conta bancária no exterior, que é chamada de Reserva Econômica. Essa reserva é depositada em dólar, euro ou barras de ouro. E os fundos para a reserva vem da relação exportação / importação. Quando um país exporta mais do que importa, o dinheiro que foi arrecadado a mais é denominado Superávit, e esse superávit é depositado na Reserva Econômica do país.&lt;br /&gt;Desde antes de o governo do Fernando Henrique Cardoso, a reserva brasileira vem sendo alimentada. No atual governo, o presidente Lula pegou o dinheiro dessa reserva e resgatou todos os tesouros. Em outras palavras, liquidou a dívida externa.&lt;br /&gt;Agora, pensa você como investidor. Ao escolher onde irá investir seu dinheiro, muitos aspectos são analisados. Antes da crise, o que se passava na cabeça dos investidores brasileiros?&lt;br /&gt;Vejamos. O país tem tido eleições regulares? Sim. E a inflação e o juros? Estáveis. Tem guerras civis? Não. E recentemente pagou todas as suas dívidas. É um país que cumpre seus compromissos.&lt;br /&gt;Todos esses fatores contribuem para a elevação do crédito nacional no mercado financeiro. Isso significa que atrai investidores para o Brasil, porque passa a segurança de que os riscos de os investidores perderem dinheiro são baixos. Ok, até aqui, tudo bem. O problema é quando se começa abusar do excesso de créditos através de especulações claramente abusivas no Mercado Financeiro. Foi o que aconteceu nos EUA.&lt;br /&gt;Os EUA, como todo mundo sabe, há anos ocupam um cargo de liderança mundial. Mas essa liderança tem um preço, e o líder é justamente aquele que pode pagar por ela. Justamente por ocupar o posto que ocupa, como um bom líder, os EUA tem interferência nos assuntos mais importantes do mundo. E acaba se envolvendo, por vezes, em problemas que não são necessariamente seus.&lt;br /&gt;Acontece que nos últimos anos, os EUA estavam financiando três guerras. Isso possibilitou que o mercado de armas tomasse conta da economia norte-americana. Do Mercado Financeiro. Espera. Vamos entender o Mercado Financeiro?&lt;br /&gt;De forma básica, funciona mais ou menos assim:&lt;br /&gt;Eu pego dinheiro emprestado, negocio um juros e falo: "Daqui a 3 meses, pagarei." Três meses depois, se eu não tenho dinheiro, falo: "Me dá mais um prazo. Pode aumentar o juros se quiser. Financiaremos isso para daqui a 6 meses". Certo. E assim você vai financiando e refinanciando suas dívidas. Com os EUA, não é diferente.&lt;br /&gt;Bom, os EUA era o país que mais crescia. Isso quer dizer, em suma, que tinha uma receita maior a cada ano. Então, muitas das negociações exercidas no Mercado Financeiro foram baseadas nessa receita crescente. E a troca de papéis rolava solta. Só que se você começa a financiar demais uma mesma dívida, chega um ponto em que ela está valendo 50 vezes ou mais o valor inicial. Se faz isso com várias dívidas, ela se torna impagável. Sim, isso mesmo. A dívida dos EUA é impagável. Nem o Banco Mundial aguenta.&lt;br /&gt;Se não há meios de paga-la, isso significa dizer que os investidores perderam toda a grana que colocaram ali. Mas eles também estavam tranqüilos, contando com o aumento da receita. Então, tanto os EUA, como as empresas norte-americanas, como os investidores entraram em um jogo de especulações. Um faz-de-conta que papel é dinheiro. Até que chegou um ponto em que os investidores pensaram: "Espera. Olha o tamanho da dívida desses caras. Acabaram de passar por uma crise imobiliária. Tão em guerra. Estão passando por uma crise política. Quer saber? Não vou mais investir meu dinheiro aí não. Deixa eu ver onde vou investir agora..."&lt;br /&gt;Nesse ponto, os EUA perderam os créditos (que, como eu disse, o Brasil vem conquistando) no mercado mundial. E a PIOR coisa que pode acontecer para um país é ser descredibilizado. E aí, o que aconteceu? Os bancos começaram a quebrar. Primeiro se vão os bancos grandes, depois os pequenos...empresas, pequenas empresas...fechando as portas. Desemprego, sobe a inflação pra tentar aumentar a receita... Os jornais de ontem informaram que são previstos mais de 20 milhões de novos desempregados e mais de 140 mil novos miseráveis em todo o mundo até o final de 2009. Crise, caos...&lt;br /&gt;Mas como isso interfere no Brasil?&lt;br /&gt;Muito simples. É realmente chocante que o país que mais cresce e mais rico do mundo tenha quebrado. Isso deixou os investidores com medo. Estão todos segurando os bolsos. Lá em cima, descrevi como os investidores no Brasil pensavam antes da crise. Como pensam agora?&lt;br /&gt;"O Brasil? O Brasil está bem. Ta aguentando as pontas com essa crise de forma até surpreendente. Mas se até os EUA quebraram, como posso ter certeza de que não vai acontecer o mesmo com o Brasil? Eu to investindo 5 milhões de dólares lá? Ah, na dúvida, vou colocar só 2 milhões".&lt;br /&gt;E pensam assim tanto no Brasil como nos outros países. Por isso que as bolsas de valores do mundo inteiro estão sofrendo perdas e o risco de recessão acompanhado de depressão é gritante.&lt;br /&gt;Mas ainda tem uma questão a ser respondida. Se os EUA está em crise, por que durante a crise, o dólar é valorizado? Não deveria ser ao contrário?&lt;br /&gt;Bom. Quando está tudo bem, os investimentos no Brasil eram altos. Isso significa dizer que havia uma abundância de dólar no país, por isso ele estava barato. Se não me falha a memória, chegou a valer R$1,55. Durante a crise, como os investidores estão temerosos, há uma diminuição na quantidade de dólar no país. Ele fica escasso, e passa a valer mais. Chegou a ser cotado em mais de R$2,30. Oferta e procura, pura e aplicada.&lt;br /&gt;Mas, para evitar que a situação se deteriore ainda mais, o Estado passa a intervir no livre mercado. Antes da crise de 1929, quem ditava as regras no sistema capitalista era o Liberalismo, onde a mão do mercado circulava livremente, independente do Estado. Depois da grande depressão em 1929, instituiu-se o neo-liberalismo, que permite a intervenção do Estado no livre comércio em situações de crise.&lt;br /&gt;E é por isso que a gente observa hoje os governos de vários países formulando Planos de Resgate aos Bancos. Já vimos, superficialmente, porque os bancos quebram. O Estado intervém com esses planos para tentar restaurar o ânimo no mercado e, principalmente, acalmar os nervos do investidor. Lembre-se de que um país está sempre procurando aumentar o seu crédito no mercado mundial, e para uma circulação eficaz no mercado, as atitudes do investidor são fundamentais. Se ele pára e segura os bolsos, como estamos acompanhando, temos a crise.&lt;br /&gt;O Banco Central, só neste mês, já fez diversos leilões de dólares, e governos do mundo inteiro estão aprovando planos para comprar ações de bancos privados. E é por isso que já tem gente falando no fim do sistema capitalista.&lt;br /&gt;Por quê? Bom. Se o Estado passa a comprar ações de bancos privados e expandir suas zonas de influências para diversos setores da economia, o liberalismo econômico se vê ameaçado. Qual é o sistema em que tudo pertence ao Estado, e o Estado "pertence à todos?" Comunismo.&lt;br /&gt;Eu, particularmente, acho besteira falarmos no fim do capitalismo hoje. Mas nem por isso vejo motivos para tanto otimismo, como esbanja o nosso querido Guido Mantega e o nosso ilustre presidente.&lt;br /&gt;Durante um evento na SBPC em São Paulo ontem, evento que ocorreu paralelo a uma reunião entre o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o Ministro da Fazenda, Guido Mantega e alguns senadores, em Brasília, acompanhemos algumas falas do Lula:&lt;br /&gt;"Essa crise já resultou num buraco de mais de US$3 trilhões e até agora o Brasil não quebrou, e até agora não estamos sentindo o efeito dessa crise na produção e nem no varejo"&lt;br /&gt;"Tem gente que acha que sou muito otimista, que eu deveria falar com menos otimismo. Não posso. Imagine você visitar um companheiro no hospital que está em fase terminal, você sentar na beira da cama e dizer: ontem morreu um cara assim igual a você"&lt;br /&gt;"Ou o médico que está tratando o cidadão: olha companheiro, eu acho que de amanhã você não passa, viu. Desse seu negócio aí já morreram 20 nesse leito" (falas do presidente Lula retiradas do jornal Correio Braziliense, hoje, 22/10)&lt;br /&gt;Sobre a reunião que aconteceu paralela ao evento, temos essa notinha em um jornal de ontem:&lt;br /&gt;"O governo e a oposição vão se enfrentar hoje e amanhã no Congresso nos debates sobre a crise econômica. A oposição vai questionar a eficiência das medidas anunciadas até agora e, pela primeira vez, colocará na sua linha de tiro o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. O governo vai minimizar os efeitos da crise, argumentando que as vendas e o emprego continuam crescendo."&lt;br /&gt;O que é isso, senhor Guido Mantega? Não acabamos de ver o maior país do mundo ir pro brejo porque tomou medidas confiando no crescimento do país? Deixa eu ver se eu entendi, vamos seguir os mesmos passos, é isso? Vamos especular em cima do crescimento do país para 2009, é isso? É, até agora não sentimos efeito da crise na produção. Até quando? Vamos pegar alguns dados?&lt;br /&gt;De acordo com os dados do FMI, o crescimento das nações ano que vem vai diminuir para quase todos os países. Nem a grande China escapou. Segundo os dados, seu crescimento cairá de 12% pra 9%. Ucrânia, de 6,4% pra 2,5%. A Europa ta toda caindo. Se eles caírem, e de acordo com os dados, eles vão cair, é quase certo que vão diminuir o fluxo no comércio exterior. E se isso acontecer, sem sombra de dúvidas que a economia real brasileira vai sofrer danos, até por causa das relações comerciais do Brasil com eles. O Brasil é um dos países que mais estão se sobressaindo nessa crise, ficando atrás da China e da Russia apenas. Mas se até a China vai cair (e vai cair três pontos percentuais!) por que o mesmo não aconteceria com o Brasil? Não sou economista, mas não tomaria medidas confiando que os dados que foram recolhidos antes da crise, que se eu não me engano é de um crescimento de quase 5% para 2009, se mantenham.&lt;br /&gt;E, se bem me lembro, quando a crise estourou, o Lula foi lá nos EUA criticar o Bush por demorar a tomar medidas contra a crise econômica, tanto que quem tomou as rédeas foi o Primeiro Ministro Inglês. Acusou-o de subestimá-la, de ser um especulador e disse que o Bush deveria ter tomado medidas muito antes.&lt;br /&gt;E agora, o que estamos fazendo? Não estamos subestimando a interferência da cise econômica no Brasil?&lt;br /&gt;Senhor presidente, concordo que ser otimista em situações ruins é fundamental. Mas há uma grande diferença entre ser otimista e ignorar os fatos. Concordo que não se chega para um paciente terminal e começa a relatar as mortes de pessoas na mesma situação. É complicado. Mas acho que é melhor ele saber para ver a seriedade do problema todo e levar o tratamento a sério, se quer se recuperar.&lt;br /&gt;Sou a favor de um otimismo sim, mas totalmente contra um otimismo baseado em omissão.&lt;br /&gt;Mas não estou aqui defendendo a oposição. Muito pelo contrário. Até porque se o principal rival do Lula nas ultimas eleições, Geraldo Alckmin, tivesse ganhado, talvez o Brasil hoje estivesse muito pior com essa crise, uma vez que uma das divergências nas duas campanhas era sobre em que rumo ampliar as zonas de comércio (Lula defendia a "abertura dos portos" para os outros países, e Alckmin, aumentar as relações comerciais com os EUA).&lt;br /&gt;E outra, não acho que sentar e falar mal vá resolver alguma coisa. Não é momento de apontar culpados e cruzar os braços. É momento de sentar todos juntos e pensar nas melhores condições para amenizar as turbulências globais, como sugeriu Bush talvez no seu mais sensato ato durante seu mandato, quando convidou os países emergentes a participarem da reunião com G-8 para discutir a crise, conforme publicado hoje nos veículos de comunicação nacional.&lt;br /&gt;Mas enquanto os EUA continuarem se comportando como formigas, que carregam tudo para seu formigueiro, até barata morta, o Reino Unido como um cavalo, saindo na frente e tentando puxar tudo, a China como um tubarão, que sai devorando tudo pela frente, o Brasil como um bicho-preguiça (paz e amor e dane-se o mundo) e os investidores como ora coelhos nas tocas, ora caçadores, ninguém vai conseguir resolver nada.&lt;br /&gt;Vamos esperar para ver o que vai sair dessa reunião do G-8 com os países emergentes e ver de que modo esse espetáculo no zoológico mundial vai terminar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1615050803877072817-1307787410108495307?l=insaniedadesaleatorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/feeds/1307787410108495307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1615050803877072817&amp;postID=1307787410108495307' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/1307787410108495307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/1307787410108495307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/2008/10/zoologia-econmica-mundial.html' title='Zoologia Econômica Mundial'/><author><name>Ana Paula Andreolla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12261424608560429685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3wMQh3pureA/SMxcpQRhdzI/AAAAAAAAAAM/NxsVdhRMdD8/S220/anaruiva+020.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1615050803877072817.post-4150902503302313807</id><published>2008-09-29T13:23:00.001-03:00</published><updated>2008-09-29T13:23:44.224-03:00</updated><title type='text'>"Quero gotas pequenas molhando a pedra mais alta!"</title><content type='html'>Uma grande amiga minha, certa vez, mostrou-me um vídeo com trechos de um filme. O vídeo começava com uma emocionante surpresa que um homem fez para uma mulher. Uma pulseira com símbolos que representavam pequenas coisas do dia a dia, responsáveis por fazê-lo ama-la tanto. Os símbolos iam desde coração, flor e violino até trem e frigideira. Cada um responsável por trazer à memória fatos do cotidiano por vezes tão banais...mas que fizeram toda a diferença.&lt;br /&gt;Em seguida, eles saem do restaurante, na chuva, à procura de um taxi. Então o cara pára, olha pra ela e faz a declaração de amor mais linda, mais pura e mais sincera que qualquer outro ser humano sonharia em ter. A declaração não era composta por palavras de poetas natos, nem tinham a harmonia de uma canção de amor... mas o que a tornou tão especial, foi o brilho do olhar, os gestos e a sinceridade desesperada fluida numa calmaria insana em que ele, com uma expressão de quem contempla uma epifania, profanava.&lt;br /&gt;Em seguida, o vídeo pula seis meses no tempo. Em que este mesmo jovem havia terminado com a mulher do sorriso incrível...e ela cantava palavras de sofrimento, compreensão e alguma coisa a ver com seguir em frente.&lt;br /&gt;E assim o vídeo termina.&lt;br /&gt;Aí, eu virei para essa minha amiga e disse: "Por que ele terminou com ela, se ele dizia ama-la tanto?"&lt;br /&gt;Uns dizem que se um amor não dura para sempre, é porque não é amor de verdade. Que quem ama verdadeiramente não suporta machucar o outro. Que muitas vezes uma imensa paixão é confundida com o amor. Mas paixões acabam. Amor não.&lt;br /&gt;Quantas pessoas você conhece que tem um amor que durou a vida toda? Seus avós ainda estão juntos? Quantos relacionamentos tiveram antes de se casarem? E eles nunca se divorciaram porque realmente se amam ou porque acham que o tempo de encontrar "um novo amor" já passou? Será que a vida é assim, pular de "amor" em "amor" até chegar o dia em que olhamos para nós mesmos, achamos que não há mais tempo de achar um novo amor, então vamos seguindo a vida, vendo-a passar e pronto? Será que existem pessoas que mesmo depois de 60 anos juntas, sentem um friozinho na barriga ao contemplar o olhar da pessoa amada?&lt;br /&gt;Não sei, nem sou eu que vou responder essas perguntas. Muito menos aos 19 anos. Eu só sei que, da mesma forma que eu não entendo como um amor começa, não entendo como ele termina. Fiquei realmente indignada quando vi o final do vídeo. Como fass? Por quê? Ele a amava tanto tanto tanto! Eu vi a sinceridade nele! Foi a sinceridade que me comoveu, que A comoveu. Então por quê? Não entrou na minha cabeça. E por mais que eu quebre a cabeça, por mais relacionamentos que eu comece e termine, por mais relacionamentos que eu veja começar e terminar, essa é uma coisa que eu nunca vou compreender.&lt;br /&gt;As pessoas vivem falando: "nunca amei ninguém como eu amo você". E quando o relacionamento termina, falam: "Nunca mais vou amar de novo". Até que encontram um outro alguém e dizem: "Eu achava que sabia o que era amor até conhecer você".&lt;br /&gt;Mas será que vale a pena pensar em tudo isso?&lt;br /&gt;Hoje em dia, quantas pessoas verdadeiramente sonham em se casar e constituir uma família? E as que conseguiram isso, quantas realmente sentem prazer em preparar um almoço enquanto seus filhos brincam com o pai no quintal numa manhã de sábado?&lt;br /&gt;Quando foi que deixamos de valorizar as pequenas coisas que fazem toda a diferença? "São as gotas pequenas que molham as pedras mais altas".&lt;br /&gt;Quando perguntamos a uma criança o que ela espera da vida, ouvimos diferentes respostas. Sonham com carreiras médicas, veterinárias, artísticas.. e até aquelas que sonham com o crime já ouvimos falar. Mas dificilmente uma dá uma resposta do tipo: "Eu? Só quero gotas pequenas molhando a pedra mais alta, e mais nada". Quando perguntamos o que as fazem felizes, ouvimos diferentes respostas. Bonecas, carrinhos, jogos, computadores...mas nunca ouvimos uma resposta do tipo: "é o sorriso de um amigo e mais nada". Então eu volto a me perguntar: quando foi que deixamos de valorizar as coisas mais simples, que são as mais importantes?&lt;br /&gt;Uns dizem que vamos deixando de olhar a beleza na simplicidade a medida que vamos levando tombos na vida. Acho besteira. Eu mesma, quanto mais tombos eu levo, mais admiro as coisas simples. Quanto mais me deparo com complicações, dificuldades, indiferença e frieza em cada ser humano, mais me contento ao ver um peixinho colorido no laguinho do Itamaraty. Quanto mais as pessoas me mostram que o mundo não é legal, eu digo que estão erradas. O mundo é legal. Algumas pessoas é que não são.&lt;br /&gt;Árvores. As árvores estão lá, paradas, mudando conforme os meses passam. Nos dão oxigênio, respiram gás carbônico. E o que fazemos? Poluímos o seu ar. Enfeitam nossos dias e alegram nossas vidas com suas flores e frutos. E nem paramos para observar as flores de uma arvore aleatória. Nem agradecemos. Mas elas não se importam. Elas estão ali, com suas flores coloridas enfeitando nossos dias, sem se preocupar se vamos olha-la, se vamos agradece-la, se vamos contempla-la. E quando você pára para admirar uma árvore florida enquanto caminha com outras pessoas, escuta um: "Vambora, Ana" "Mas...olha essa árvore, que coisa linda!" "É, é linda. Vamos embooooooora". Sempre com pressa. Sempre correndo. Sempre achando mais e mais coisas que julgam mais importante para fazer. Mas se você não pára pra observar a beleza nas coisas simples, uma árvore, um peixe colorido, um bom dia, um eu te amo, perdem a magia. Perdem toda a magia. E quando você para pra pensar, até as coisas "importantes" que te mantiveram tão ocupados durante tantos meses parece não ter o menor sentido.&lt;br /&gt;E é por isso que, mesmo que todas as pessoas, uma por uma, me façam sofrer, me façam chorar, me magoem porque desfocaram seus pensamentos para coisas que julgam mais importantes e esqueceram do que realmente faz tudo ter sentido, eu vou continuar parando pra jogar biscoito pros peixinhos coloridos, vou continuar parando pra olhar e agradecer árvores e flores, e vou continuar acreditando que um dia, todo mundo, vai encontrar uma pessoa que faça você sentir aquele friozinho na barriga mesmo depois de 60 anos juntos.&lt;br /&gt;"Quero gotas pequenas molhando a pedra mais alta!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1615050803877072817-4150902503302313807?l=insaniedadesaleatorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/feeds/4150902503302313807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1615050803877072817&amp;postID=4150902503302313807' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/4150902503302313807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/4150902503302313807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/2008/09/quero-gotas-pequenas-molhando-pedra.html' title='&quot;Quero gotas pequenas molhando a pedra mais alta!&quot;'/><author><name>Ana Paula Andreolla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12261424608560429685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3wMQh3pureA/SMxcpQRhdzI/AAAAAAAAAAM/NxsVdhRMdD8/S220/anaruiva+020.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1615050803877072817.post-2226753777072057229</id><published>2008-09-23T13:53:00.001-03:00</published><updated>2008-09-23T13:53:40.646-03:00</updated><title type='text'>Bullshit!</title><content type='html'>Uma brabuleta, duas brabuletas, bravo! Bravo!&lt;br /&gt;Sabia que isso pode responder muitas perguntas e te tirar de diversas situações embaraçosas?&lt;br /&gt;Tem dias que você acorda, olha pela janela e acha tudo extremamente lindo. Ao ponto de sorrir só porque um pássaro cruzou o céu enquanto você o admirava. Nesses dias, pode ter certeza de que até os peixinhos coloridos do lago do Itamaraty vem te desejar um bom dia. É, eu sou apaixonada por eles, pronto, falei, não sou baú.&lt;br /&gt;Mas não, hoje não é um desses dias esplêndidos em que não aconteceu nada para você achar tudo lindo, e mesmo assim, todo mundo te pergunta se aconteceu alguma coisa. E precisa acontecer alguma coisa para que você saiba apreciar essa aquarela natural que é Brasília? Sem dúvidas, uma cidade mágica, onde, como diria um certo vampiro russo que chupa o sangue das pessoas pelo canudinho, iniciam-se várias crônicas extraordinárias. O que ele quis dizer com isso? Muitas pessoas matutariam em cima disso. Mas aposto que ignorariam se eu dissesse primeiro que esse vampiro russo que chupa o sangue das pessoas pelo canudinho e que profetiza crônicas extraordinárias protagonizadas por pessoas comuns, é, na verdade, mais um bêbado aleatório que cruzou o caminho hulahoopeano em uma madrugada como outra qualquer.&lt;br /&gt;Mas, é curioso. As pessoas passam a vida inteira procurando e utilizando todos os recursos, financeiros e além, só para viverem uma história de vida legal. Pensam que só com essas histórias – que, inevitavelmente, necessita de acontecimentos extraordinários que os tornem diferentes dos demais – serão felizes. E um bêbado sem perspectiva alguma sai ‘cronatizando’ (é, ainda não perceberam que me amarro em neologismo?) vidas de pessoas que ele não faz idéia de quem sejam, mas acha que são dignas de uma crônica só por serem pessoas.&lt;br /&gt;Bem, como eu falei, hoje não é um dia assim. Tão pouco é dia de resistir à tentações de puxar mechas de cabelos. Hoje seria um dia...cri cri cri....uma brabuleta, duas brabuletas, brabo! Bravo!&lt;br /&gt;Bullshit. 13 vezes.&lt;br /&gt;Uma propaganda de rádio resume bem tudo isso:&lt;br /&gt;"Acordei atrasado.. derrubei café no meu paletó importado.. o trânsito formou-se na aveniida.. o dia mais feliz da minha viida.."&lt;br /&gt;E como diriam a Dane e a Gika...&lt;br /&gt;"Suco de goiaba tem gosto de sabonete...refri de uva tem gosto de crânio de barbie...peixe tem cheiro de caldinho de lixo...chocolate Suflair deixa a gente no vácuo"&lt;br /&gt;-&gt; Ao amigo da Dane: O que seria um sovaco azul? ‘Azul, e o sovaco é azul como o mar azul!’ Como o céu aquarelístico de Brasília, Azul! Como o apoio de mouse, azul!&lt;br /&gt;Atribuições. Repararam como VIVEMOS de fazer atribuições? É engraçado isso. Atribuições abstratas.&lt;br /&gt;Uns dizem que o grau de desenvolvimento cognitivo humano é uma atribuição puramente divina. Bom, dizem que Deus é perfeito. Se ele é ou não, eu não sei, mas se for, sem sombra de dúvidas o conhecimento não é algo divino. Se fosse, nossas atribuições abstratas – ou não – não fariam o menor sentido do mundo.&lt;br /&gt;Acho que tudo isso vem da nossa própria maneira de encarar tudo ao nosso redor. Atribuímos nossas experiências físicas para compreender tudo o que nos ocorre.&lt;br /&gt;Um exemplo? Vamos lá. "Tem um gato atrás da árvore". Tenho certeza de que qualquer pessoa que saiba ler entendeu perfeitamente essa frase. Algumas estão até se perguntando: "frase super natural. O que há de errado, ou de diferente, ou de NÓS nela?" Simples. Desde quando árvores tem frente, lado, trás? Quem tem isso somos nós. Árvores não. Portanto, a frase "tem um gato atrás da árvore" seria completamente insana (de insana sem o E) para um conhecimento tido como perfeito.&lt;br /&gt;O mesmo vale para amor-coração / abraço caloroso / amigo do peito. Como-fass?&lt;br /&gt;Para os filósofos do conhecimento perfeito (eu disse perfeito e não absoluto), eles entenderiam amor-coração como a relação do coração com os vasos sangüíneos? Abraço caloroso como o encontro de duas chamas? E o amigo do peito seria o sutiã?&lt;br /&gt;Acho que isso também é uma questão de autoconsciência. Mas, para isso, o contato com o diferente é fundamental. Mesmo que depois de um tempo tornemos o diferente, semelhante (como fizemos com a árvore), por mais ilógico, ou ainda, insaniEdoso (eu disse insaniedoso, e não insano) que seja.&lt;br /&gt;Por exemplo. Você ta aqui lendo esse texto que foi escrito no idioma: português. Em algum momento, desde que você entrou nesse blog até agora você pensou: ela utilizou a língua portuguesa para propagar esse aglomerado de bullshits? Não. Mas se eu tivesse escrito em grego, o idioma com certeza chamaria a sua atenção. Faria você ter consciência da existência do português. Não que você não o tenha. Mas, assim como o idioma, muitas outras coisas, até a própria cultura, utilizamos mais como algo automático...e não prestamos atenção em coisas automáticas. Por isso, se você quer conhecer a fundo uma cultura, comece por qualquer uma – menos a que você deseja estudar. O diferente chamará atenção para coisas que certamente lhe passariam despercebidas.&lt;br /&gt;Talvez a autoconsciência tenha partido justamente daí: do contato com um meio diferente para as percepções internas fundamentais para o desenvolvimento da capacidade cognitiva do ser humano.&lt;br /&gt;Um ciclo. Olhamos para o diferente, nos entendemos e depois atribuímos ao diferente características nossas. Passamos para outros ‘diferentes’ e assim vamos evoluindo.&lt;br /&gt;Na teoria, tudo muito legal. Mas e na parte orgânica, como tudo isso se representaria?&lt;br /&gt;Lá na física do segundo ano, estudamos um fenômeno chamado ressonância. Esse fenômeno consiste no seguinte: [exemplificando] se você pega um violão e fica vibrando uma única corda...BÉUM BÉUM BÉUM...depois de algum tempo, as ondas sonoras produzidas por essa vibração poderão se igualar a freqüência natural do sistema, ou freqüência de vibração livre. Isso significa dizer que, depois de alguns Béumbéumbéuns, uma outra corda começará a vibrar sem que você toque nela. Esse fenômeno é chamado de ressonância.&lt;br /&gt;Bem, como todos sabem, não existe no cérebro um local para a consciência, para a mente humana. Então, acho que a representação, de forma orgânica, se daria pela ressonância causada no sistema Experiência Física + Atividade neuronial.&lt;br /&gt;Mas, onde eu quero chegar com tudo isso? No gordo do mc’donald com o sovaco azul atribuído pelo amigo da Dane: Tyago.&lt;br /&gt;Tyago diz (11:23 AM):&lt;br /&gt;Era uma vez , quando a lua era VERMELHA e o sol era PRETO , uma criatura gigante e estranha apareceu do nada .&lt;br /&gt;Algumas pessoas diziam :&lt;br /&gt;- É o leviatan !&lt;br /&gt;A outra disse :&lt;br /&gt;- É uma motocicleta GIGANTE !&lt;br /&gt;E a mais velha das três disse :&lt;br /&gt;- É O LENDARIO GORDO COM AS AXILAS AZUIS ! Que veio das estrelas , ou de algum lugar , eu não me importo .&lt;br /&gt;Tyago diz (11:23 AM):&lt;br /&gt;O FIM.&lt;br /&gt;Agora, o que O LENDÁRIO GORDO COM AS AXILASAZUIS refletiria na sociedade e na autoconsciência humana individual de cada um redundanticamente e repetidamente e desnecessáriamente falando, fica a critério de cada ser autoconsciênte humano individual de cada um.&lt;br /&gt;Uma brabuleta, duas brabuletas, bravo! Bravo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1615050803877072817-2226753777072057229?l=insaniedadesaleatorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/feeds/2226753777072057229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1615050803877072817&amp;postID=2226753777072057229' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/2226753777072057229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/2226753777072057229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/2008/09/bullshit.html' title='Bullshit!'/><author><name>Ana Paula Andreolla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12261424608560429685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3wMQh3pureA/SMxcpQRhdzI/AAAAAAAAAAM/NxsVdhRMdD8/S220/anaruiva+020.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1615050803877072817.post-2504268622310173948</id><published>2008-09-15T14:05:00.000-03:00</published><updated>2008-09-15T15:01:56.442-03:00</updated><title type='text'>Mulheres TêPêêMÍSTICAS x Atendente de padaria</title><content type='html'>Maldita cólica!&lt;br /&gt;Sem contar essa tpm absurda que faz você se segurar pra não puxar aquela maldita – e tendadora – mechinha de cabelo de uma atendente de padaria extramamente lerda. Acho que é lerda até na hora de amarrar o cabelo, que ta todo seguramente (sim, seguramente!) preso. Menos aquela maldita mechinha. Aposto que quando ela foi se pentear, de manhã, pesou: "vou deixar essa mecha de cabelo pra ver qual vai ser a primeira mulher na tpm que vai ter coragem de puxa-la". Aposto que ela ainda passou gel, secador, chapinha e qualquer outro recurso mulherístico só para deixa-la ainda mais sedutora. Sério. Aquela mecha estava para a minha mão assim como uma libélula está para a luz. E aposto que o jeito de coçar a sobrancelha associado à palavra "Ã?" toda vez que alguém lhe dirigia a palavra, é uma espécie de código utilizando alguma tecnologia desconhecida por terráquios para enviar ondas magnéticas que são captadas pelo seu cérebro, decodificadas pelos seus neurônios e traduzidas pela expressão: "puxe a minha mechinha de cabelo". Você respira. E só faz isso porque você é a próxima.&lt;br /&gt;- Um miojo e uma coca-cola. – digo, tentando colocar o máximo de naturalidade possível na voz. - Ã? – Ela pergunta, coçando a sobrancelha enquanto levanta aquele rosto sonso.&lt;br /&gt;- Miojo. E coca-cola. – Você repete, com palavras que exigiram muita concentração, energia e força de vontade para saírem na tonalidade neutra que consegui alcançar.&lt;br /&gt;É tudo parte de um plano. Primeiro ela faz você gastar sua energia. Depois ela te induz a puxar a mecha.&lt;br /&gt;- Miojo e coca-cola? – com aquela vozinha quase cantada. Detalhe que você está comprando miojo porque ta sem paciência de fazer qualquer outra coisa. Ela sabe disso, e se aproveita disso. Malditas atendentes calculistas!&lt;br /&gt;- É. – Um tom um pouco mais rude.&lt;br /&gt;-Ah....&lt;br /&gt;Mais uma coçada na sobrancelha. RESPIRA! Ainda bem que o dinheiro tava certinho. Imagina se precisasse de troco? Até hoje acho que se eu tivesse puxado aquela mecha, um exército de alienígenas apareceriam, e ela me venceria fácil fácil. Mas ela não me pegou, eu resisti e não puxei a mecha! Há! E esse pensamento me acalmou. Me acalmou tanto que a minha ida a padaria horas depois pra comprar orégano foi bem mais divertida.&lt;br /&gt;Lá estava ela, com aquela mecha de cabelo ainda no mesmo lugar. Eu olhei pra mecha e soltei um: "Hehe!" vitorioso. E eu já sabia o que ia acontecer. Com aquele mesmo gesto ensaiado tantas vezes, ela levantou a cabeça, coçou a sobrancelha e soltou um "Ã?". Adivinhei! Novamente, eu a venci. E mais um: "HEHE!" Um pouco mais animado. E a expressão no rosto dela ao levantar a cabeça com a unha na sobrancelha não era mais de sonsa. Era de medo. Sim, era de medo! Embora a Carol ache que era mais uma expressão de "WTF", eu digo: era de medo. Os meus "HEHE's" deixaram bem claro que eu havia descoberto todos os planos malévolos daquela atendente. Ela jamais me pegaria. E pensando isso, fui além! Soltei um: "HEHEHE". Mas um HEHEHE tão poderoso que fez com que ela fizesse sabe o quê? Tirasse as mãos da sobrancelha, pegasse a mechinha de cabelo e colocasse atrás da orelha. O meu nível de satisfação foi lá em cima. Foi assim: heheHEHEHÁ! HeheheheHÁÁ! hehe...hehe..heheheHÁ..AUEHUAEHAEHAEUHAEUHAEUHAEUHAEUHAEUHAEUHAE³²³²³²!&lt;br /&gt;Há! Aposto que as ondas sonoras da minha crise de riso, somadas as da Carol que era um misto de graça e vergonha, detonaram todo o exército de homenzinhos verdes que de alguma forma aquela...&lt;em&gt;mulher...&lt;/em&gt;escondia.&lt;br /&gt;E foi ainda rindo que peguei o troco que a dona da mecha de cabelo rapidamente (sim, acreditem! Rapidamente!) me passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres são seres estranhos. Ontem tava quase fuzilando aquela atendente lerda com o olhar. Hoje tava jogando biscoitos e dando "BOM DIA!" aos peixinhos coloridos do laguinho do Itamarati, dando "BOA TARDE!" as flores do canteirinho e SIIIM! Abraçando uma árvore. É. A menstruação desceu. Ontem, após sonhar que ela descia, às 4:17 da manhã estava tomando um banho, porque ela desceu. Mas ninguém quer saber disso, certo?&lt;br /&gt;Aliás, por falar em saber, tem tanta coisa no mundo que a gente acaba sabendo..e tanta coisa INÚTIL!&lt;br /&gt;Ahuahsduhsduhsa, esses dias tava lendo uma revista: Mundo Estranho. E por falar em mulher e estranho (e tem diferença?), lá tinha uma mulher que ta no Guines por possuir os maiores seios do mundo: 9 kg em cada um.&lt;br /&gt;Maxi Mound (nome artístico) fez um implante de cadeias de polipropileno nos seios (uma espécie de plástico que irrita as mamas e absorve fluidos do corpo, fazendo com que elas cresçam.). Aí eu tava vendo umas fotos dela.&lt;br /&gt;MUITO BIZARRO!&lt;br /&gt;A mulher, de 4, mais parecia um camêlo ao contrário do que qualquer outra coisa. Aí eu fiquei pensando: quando uma mulher corre, os seios pulam pra cima e pra baixo. Se ela correr, quando os seios forem pra cima, pode acabar tendo traumatismo craniano. Horrível. O que leva uma pessoa a fazer isso? Depois quem é apontada como louca em certas padarias sou eu. Cruzes. Muito bizarro! Será que se a gente tirar o perímetro pelo diâmetro da circunferência dos seios dela encontraremos o PI? (3,14).&lt;br /&gt;Cada coisa estranha! Esse mundo é um caos! E eu queria viver por séculos só pra ver todas as coisas bizarras e interessantes que temos espalhadas por aí. Acho que vou começar a subir mais escadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1615050803877072817-2504268622310173948?l=insaniedadesaleatorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/feeds/2504268622310173948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1615050803877072817&amp;postID=2504268622310173948' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/2504268622310173948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/2504268622310173948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/2008/09/mulheres-tpmsticas-x-atendente-de.html' title='Mulheres TêPêêMÍSTICAS x Atendente de padaria'/><author><name>Ana Paula Andreolla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12261424608560429685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3wMQh3pureA/SMxcpQRhdzI/AAAAAAAAAAM/NxsVdhRMdD8/S220/anaruiva+020.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1615050803877072817.post-5687549718878628503</id><published>2008-09-13T18:52:00.000-03:00</published><updated>2008-09-13T18:55:33.778-03:00</updated><title type='text'>Teoria do Caos HumAnaTeiguístico</title><content type='html'>Tem horas que da vontade de chutar o balde. Essas horas chegam num dia em que você acordou e passou rápido por todas as coisas que você vê - e passa rápido - todos os dias. Você chega no trabalho com uma roupa adequada. Senta num computador e passa a manhã inteira com posturas adequadas. Bom dia, boa tarde, com licença. Expressões hoje tão banais, que você usa o tempo todo - sentada num computador. Mas ali, no computador, você tem crises de riso sem que sua expressão facial se altere. Porque ela fica permanentemente numa expressão adequada. Você se diverte, se estressa, se emociona e até chora, mas sempre com aquela cara de caneca. Nesses dias em que da vontade de chutar o balde, através do computador, você brigou com o seu colega de trabalho, com quem vinha alimentando uma amizade que se tornava mais intima a cada dia que passava. E daí, por um motivo que nem você sabe explicar, vocês brigam, sentem raiva, param de se falar. Ele está a dois passasos de você. Vocês dois acabaram de conturbar uma relação que vinha sido contruída há meses. Mas ninguém, a não ser vocês dois, sabe que as coisas não estão bem. A única mudança física aparente talvez seja no máximo uma mensagem pessoal diferente. Ah! A mensagem pessoal. Temos a mensagem pessoal, que todos podem ler.&lt;br /&gt;As pessoas passam a vida inteira tentando se auto afirmar. "Porque eu penso, porque eu acho, porque eu quero, porque eu faço, porque eu fui, porque eu sou, porque eu vou". Mas todas elas, absolutamente todas as pessoas com mentes saudáveis, precisam de uma platéia para se auto afirmarem. Porque o que elas pensam, acham, foram, são, serão não teria o menor sentido do mundo se não existissem outros pensamentos, outos achismos, outros passados, outros futuros. E ainda tentam converncer todo mundo, numa tentativa desesperada de convencerem a si mesmas, que quando elas falam o que pensam, fazem, foram, são, serão, não tem nada a ver com os outros pensares, achismos, seres, a não ser com elas mesma. E sem que percebam, vivem o famoso dilema de "provar pra todo mundo que não precisam provar nada pra ninguém". Um caos!&lt;br /&gt;E além de tudo isso, passam a vida inteira falando de outras pessoas para elas mesmas, como se fossem os donos do conhecimento absoluto. "Seja uma boa filha, seja uma boa amiga, seja uma boa namorada, seja uma boa estudante, seja uma boa estagiária, seja uma boa neta..." mas porque nunca, ninguém, vira pra você e fala: seja uma boa você?&lt;br /&gt;Aí, chega a sua hora, você se levanta e fala para todos (incluindo o colega de trabalho que acabou de estressar horrores): "Tchau gente, até amanhã", como se nada tivesse acontecido. Deixa pra soltar o estresse quando chegar em casa. E de repente está brigando com a sua irmã por causa de quê? Computador. É, viva o século XXI. E aí, você já ta na tpm, já tá estressada por causa do seu colega de trabalho, e tenta ser paciente. Combina um horário com a irmã. Ela passa 5 minutos. Certo. 25 minutos. Certo. 75 minutos. Você pede. E uma palavrinha, uma maldita palavrinha que todas as forças bizarras e malévolas do universo fizeram saltar da boca da sua irmã exatamente naquele dia, naquele momento, naquele exato milésimo de segundo, você explode. Fala, grita, pula, faz e acontece. E quando termina, o que você está pensando em fazer? Procurar alguém para desabafar. O desabafo é uma forma de entender o que aconteceu. E para SE entender, é necessário uma platéia: que pode ser qualquer coisa, desde um pedaço de papel até a platéia do caos que faz todos se acharem interdependentes entre si. Que independência é essa, que se vê concretizada na existência do outro? Caos!&lt;br /&gt;E é aí, que você tem vontade de pular fora de tudo isso, de chutar o balde pra tudo isso. Porque até o papel da bala que você chupou ontem em cima da mesa do computador faz você se sentir um lixo, um caos!&lt;br /&gt;Mas, o que é pior, viver nas entranhas do caos...ou pular fora e assisti-lo alheio, alienada a tudo isso? E aí bate a descrença. Você tenta enxergar a beleza em todas as pessoas, em todos os lugares, em todos os seres. E a cada voto de confiança na bondade alheia, você leva uma rasteira. Se você continua tentando, você é uma otária muito ingênua. Se você para e se mantém na retaguarda, não leva mais rasteiras. Mas também não leva nada. E aí você começa a pensar: "qual o sentido de tudo isso?" que nos leva a: "o que estou fazendo aqui?" que regressa para: "de onde eu vim? o que tem por trás de tudo isso? o que faz esse caos funcionar? Pra início de conversa, como esse caos começou?" E não adianta. Desde que o ser humano é ser humano, filósofos, cientistas, historiadores, religiosos e analfabetos se fizeram essa mesma pergunta, e até hoje não temos uma resposta. Mas qual é a relevância de se descobrir tudo isso? Eu não sei. Talvez o sentido da vida seja justamente tentar descobrir o sentido da vida. Que importância isso tem pra cada pessoa interdependente eu não sei, mas acredito que seja fundamental para a humanidade em geral. Se não, pra quê gastar milhares de dólares numa máquina que coloca em risco toda a existência do Planeta que alguém deu o nome de Terra só para atingirem essas respostas? Não estou aqui criticando. Até porque acho a idéia do LHC (pra quem não sabe, um acelerador de partículas que colocará feixes de prótons para atingirem a velocidade da luz e se chocarem uns com os outros, conforme a teoria do Big Bang, pra ver como surgiu o universo) genial. Deixaria tudo pra trás, sem pensar duas vezes, só pra acompanhar o projeto de perto. Aliás, as promissoras respostas que o LHC poderá fornecer é objetivo de vida da bancada de mais de 1000 cientistas entranhados no projeto. Uns dizem que Douglas Adams é Deus. Se ele for, faltando 5 minutos para o LHC madar as respostas para o banco de dados, o planeta será destruído. Ha ha ha! Irônico, né, mas pode acontecer! A vida dá voltas, e nos surpreende. E agora, nesse exato momento eu estou me perguntando: como que uma briga com um garoto que as vezes é insuportavelmente irritante, mas que eu amo pra caralho até o fato de ele ser irritante, me levou ao LHC, Douglas Adams e ao fim do Planeta Terra? Acho que o dia em que consegui responder isso, assim como o dia que descobrirem porque o vaso de petúnias só falou "lá vamos nós de novo" quando deixou de ser míssel para ser vaso de petúnias em queda-livre de mais de 100 metros de altura, entenderemos trocentas questões fundamentais. "Espero que na Terra 2 eu seja mega fera"  (Teiga).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1615050803877072817-5687549718878628503?l=insaniedadesaleatorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/feeds/5687549718878628503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1615050803877072817&amp;postID=5687549718878628503' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/5687549718878628503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1615050803877072817/posts/default/5687549718878628503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insaniedadesaleatorias.blogspot.com/2008/09/teoria-do-caos-humanateigustico.html' title='Teoria do Caos HumAnaTeiguístico'/><author><name>Ana Paula Andreolla</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12261424608560429685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_3wMQh3pureA/SMxcpQRhdzI/AAAAAAAAAAM/NxsVdhRMdD8/S220/anaruiva+020.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
