quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Mídia, Ciência e Tecnologia - células-tronco

O post a seguir é parte de um trabalho que fiz no terceiro semestre da faculdade. To colocando aqui porque to com umas ideias pra um outro post, e que para não ficar muito grande, farei referências a alguns conceitos trabalhados neste. Mas, para os que me conhecem, pode ser que eu nem faça o post. De qualquer forma, fica aí ^^

A ciência, a mídia e a sociedade nas células-tronco embrionárias – Parte I
As células-tronco embrionárias tem gerado bastante polêmica na sociedade. Porém, mais do que provocar debates entre cientistas e religiosos, mais do que brincar com leis e legislações, mais do que brotar esperanças nos sonhos de pessoas portadoras de determinadas doenças ou de afligir as convicções de outros, a polêmica, acima de tudo, realizou uma façanha há muito não observada na atualidade: a aproximação, o contato da ciência com a população.
Embora inquestionavelmente se mostre presente de forma marcante em todas as civilizações, seja por meio da medicina ou dos recursos tecnológicos, a ciência em sua essência, no Brasil, ainda é restrita aos cientistas. Por isso, tanto quanto as novidades medicinais, as discussões a respeito da utilização de células extraídas de embriões para pesquisas científicas trouxeram também outra novidade: o interesse e a busca de conhecimento das pessoas sobre o tema para terem mais do que opiniões gasosas para uma questão que engloba aspectos científicos, éticos, sociais, políticos e também econômicos.
Mas, afinal, o que são células-tronco?
Em 1963, a revista científica Nature publicou algumas experiências realizadas por James Edgar Till, considerado o pai das células-tronco. Essas experiências mostraram que colônias derivadas da medula, formadas no baço de ratos que receberam radiação pesada, eram clones derivados de células singulares. Esses clones continham mais de um tipo de célula formadora de sangue diferenciada. Então, fortes evidências foram oferecidas, pela primeira vez, de que a medula óssea do rato adulto contém células progenitoras multipotentes, ou seja, células que podem dar origem a diversos outros tipos restritos e limitados de células.
Basicamente, são células capazes de se dividirem e se diferenciarem por vários tecidos do corpo. Essas células possuem diversas características, podendo ser divididas quanto a classificação e quanto a sua natureza.
Quanto à classificação, temos quatro subdivisões: Totipotentes, Pluripotentes ou Multipotentes, Oligotentes e Unipotentes.
As totipotentes são as células capazes de se diferenciar em todos os 216 tecidos que formam o corpo humano, incluindo a placenta e os anexos embrionários. Essas células são encontradas nas primeiras fases de divisão do embrião, ou seja, por volta do terceiro ou quarto dia do seu desenvolvimento, quando apresentam até 16 – 32 células.
Excluindo a placenta e os anexos embrionários, as pluripotentes ou multipotentes são capazes de diferenciarem-se em todos os outros tecidos humanos, encontradas em uma fase do desenvolvimento do embrião chamada de blastocisto, ou seja, no quinto dia de desenvolvimento, onde apresentam 32-64 células, sendo que as internas do blastocisto são pluripotentes, e as presentes nas membranas externas destinam-se a produção da placenta e as membranas embrionárias.
As oligotentes, por sua vez, são aquelas que diferenciam-se em poucos tecidos do corpo humano, e as unipotentes, apenas em um único tecido.
Quanto à sua natureza, são duas: adultas e embrionárias.
As células-tronco adultas são extraídas dos diversos tecidos humanos, tais como: medula óssea, sangue, fígado, cordão umbilical, placenta, etc. (essas duas ultimas são consideradas adultas devido as suas características de limitação de dferenciação). Também as encontramos nos tecidos adultos, na medula óssea, sistema nervoso e epitélio, porém, sua diferenciação é limitada, e não se pode obter delas a maioria dos tecidos humanos; o que já não ocorre nas células-tronco embrionárias.
As células-tronco embrionárias são encontradas no embrião humano e são classificadas como totipotentes ou pluripotentes, devido ao seu alto poder de diferenciação celular de outros tecidos, o que a torna bastante estimada entre a comunidade científica pelas possibilidades de regeneração que oferece. Isso significa que ela traz, no pacote, a possibilidade de vencer diversas doenças degenerativas que ainda no século XXI matam milhões de pessoas todos os anos.
A descoberta das promissoras características das células-tronco embrionárias seria quase perfeita se não fosse por um único detalhe: a sua forma de obtenção, que, para se coletar o suficiente para atender satisfatoriamente as demandas das pesquisas, inevitavelmente, causa a destruição do embrião.
Por esse motivo, a utilização de células-tronco embrionárias para fins terapêuticos vem causando bastante polêmica no mundo todo. Recentemente, no Brasil, as pesquisas com este singular tipo de célula foram aprovadas. Mas sua aprovação não se deu antes de um intenso debate entre a comunidade científica, religiosa, política, social e até mesmo econômica.Como citado anteriormente, as publicações com a temática células-tronco datam de mais de 40 anos. No Brasil, elas nunca se viram tão presentes como nesse primeiro semestre de 2008.
De repente, questionamentos aos parágrafos que regem os segmentos da Constituição Brasileira, como o que garante proteção e direito à vida de todos os seres humanos, e da lei de biossegurança que permitia aos cientistas utilizarem células-tronco de embriões congelados há mais de 3 anos para fins terapêuticos, proporcionaram aos jornais de todo o Brasil artigos ácidos de cientistas, políticos, religiosos e editoriais polêmicos.
Não seria exagero dizer que cientistas e religiosos despejaram nos jornais anos de tensão acumulada de uma briga que data desde os primórdios: Ciência x Religião. Razão x Fé.
A Ciência e a Tecnologia no decorrer da história
Desde o surgimento da filosofia, o homem vem questionando os fenômenos naturais e buscando outras respostas que não as simplistas oferecidas pela religião. Mas, se pararmos para observar, as duas sempre andaram juntas.
Desde antes de o homem poder se expressar em formas de palavras, a ciência e a mitologia já se manifestavam. Basta observar as pinturas paleolíticas e as primatas ferramentas que o homem manuseava antes mesmo de saber falar. Posteriormente, a descoberta do fogo revolucionou o comportamento da humanidade até então. Com mais alguns avanços, a humanidade começou a conviver em sociedades, desenvolvendo cada vez mais recursos para deixarem uma subsistência nômade e a habitarem lugares fixos, utilizando-se de recursos e ferramentas para manterem suas moradas seguras de animais selvagens ou sociedades inimigas.
Desenvolveram a linguagem e a escrita; os mitos deram espaço para as religiões; as religiões se adaptaram à política; a política aderiu à economia; e esse mundo tão novo foi caminhando a medida em que a ciência e a tecnologia se desenvolviam.
Mas, para se desenvolver, a ciência e a tecnologia precisavam de respostas convincentes, de porquês solucionados para poderem criar mecanismos coerentes com as leis que regem a natureza. E elas tinham total liberdade para isso, desde que não questionassem os feitos daqueles nem sempre escolhidos para administrarem a sociedade.
E, apesar de várias culturas com um certo grau de desenvolvimento terem sido dizimadas nas constantes guerras na antiguidade, onde muitas civilizações - ao contrário do Império Romano que absorvia parte da cultura dos povos domados - disseminavam essas culturas e conhecimentos para imporem as suas próprias, a ciência e a tecnologia progrediam de forma razoável, até a chegada do grandioso obscurantismo que caracterizou a Idade Média.
Durante toda a Idade Média, os interesses políticos e econômicos por trás dos templos religiosos tangeram uma era em que o conhecimento científico e as possibilidades de mudança e crescimento social eram minuciosamente controlados pela Igreja Católica.
Bitolados em um sistema feudal, onde a Igreja Católica situava-se no topo da pirâmide estrutural da sociedade da época, os questionamentos a respeito de fenômenos naturais e até mesmo da forma como a sociedade estava organizada era de direito exclusivo da Igreja respondê-los.
Entretanto, muitos cientistas, por meio de observações e experimentos, constataram que nem tudo o que a igreja afirmava era, de fato, correto.
Nesse sentido, a doutrina cristã se via ameaçada. Para manter sua influência, a igreja católica, através do Tribunal do Santo Oficio, criou um método de perseguir todos aqueles que questionavam suas doutrinas: A Inquisição.
No decorrer da era, a Inquisição perseguiu várias pessoas que defendiam idéias contrárias à doutrina cristã, acusando-as de heresia. Entre os perseguidos, podemos destacar o conhecido astrônomo italiano Galileu Galilei, que escapou da fogueira quando retirou a proposta de uma organização heliocêntrica do sistema solar. A mesma sorte não teve o cientista italiano Giordano Bruno que foi julgado e condenado à morte pelo tribunal.
Porém, a intensificação do comércio entre os feudos deu margem para que um uma classe social que começava a se fortalecer organizasse uma revolução que mudaria toda a estrutura social da época e daria espaço para o crescimento pessoal, científico e social: A burguesia.
Com a adesão dos burgueses na elite social, a estrutura da sociedade era reorganizada de forma a atender os interesses burgueses. Objetivando o lucro, a burguesia necessitava de um mercado consumidor cada vez mais abrangente. Dessa forma, os feudos foram se desfazendo, e os camponeses foram migrando dos campos para as cidades em prol de uma qualidade de vida melhor.
O fim do feudalismo representou o fim do obscurantismo e da Idade Medieval. Nascia uma nova estrutura social. Nascia uma nova era: A Idade Moderna.
Caracterizada pelos feitos da Reforma Protestante, das idéias iluministas, do surgimento da sociologia, do "fim" do obscurantismo religioso, da expansão marítima, da Revolução Francesa e da Revolução Industrial, a Idade Moderna vivenciou o espantoso avanço científico e tecnológico.
Após uma brusca freada na Idade Medieval no crescente gráfico representativo do desenvolvimento científico e tecnológico, a biologia, a física, a matemática, a medicina, a química, a ciência e a tecnologia em si avançaram em disparada em um segmento que nos leva direto a uma era que permite ao ser humano, através de complexos recursos tecnológicos, buscar curas para suas chagas dentro do próprio organismo, como observado hoje no caso das células-tronco.
Além do avanço medicinal, foi na Idade Moderna em que a tecnologia, auxiliando a comunicação, permitiu que os seres humanos tivessem mecanismos cada vez mais sofisticados para divulgarem suas idéias, noticiassem os acontecimentos cotidianos e divulgassem os progressos científicos e tecnológicos.
Com a divulgação das pesquisas científicas e tecnológicas, o conhecimento, as hipóteses e os experimentos tornavam-se objetos de estudo não apenas de alguns poucos cientistas em áreas distintas, mas transformava essas áreas distintas em objetos de estudo de cientistas espalhados por todo o mundo.
Dessa forma, as descobertas e os avanços se davam de maneiras muito mais rápidas e precisas. Por isso, as divulgações das pesquisas científicas e tecnológicas foram fundamentais para atingirmos o patamar encontrado hoje na Idade Contemporânea.

A ciência e a mídia na Idade Contemporânea

Se o rápido avanço científico e tecnológico assustou a humanidade na Idade Moderna, na Idade Contemporânea atropelou gerações, se desenvolvendo mais rápido do que a adaptação da população.
Nas ultimas décadas, pessoas de uma mesma geração que outrora haviam se impressionado com a invenção da televisão, do telefone, das máquinas fotográficas com filmes, das máquinas de escrever, etc., viram também todas essas novidades se tornarem ultrapassadas, dando lugar a era digital.
E esse impressionante avanço tecnológico permitiu também um incrível avanço científico e medicinal.Com a criação de microscópios cada vez mais potentes, de máquinas de raios-x, de meios para identificar substâncias escolhidas no corpo humano através de magnetismo, de mecanismos que permitiram ao homem comparar sangue, tecidos, músculos, nervos, etc., de pessoas doentes com pessoas saudáveis e desenvolverem curas, de estudarem todos os organismos vivos, etc., o ser humano passou a compreender o universo funcional que faz do corpo humano uma máquina perfeita.
Dessa forma, a ciência e a tecnologia passaram a fazer parte do cotidiano da população. Ou melhor, os frutos dos avanços científicos e tecnológicos passaram a fazer parte do cotidiano da população. A ciência e a tecnologia em si ficaram cada vez mais restritas aos cientistas.
Mas, por que isso acontece?
Como vimos, a sociedade se desenvolve conforme a ciência e a tecnologia avançam. E a ciência e a tecnologia avançam para atenderem as necessidades da população. E quando essas necessidades são supridas, novas necessidades surgem, e com elas, novas invenções, que geram novas necessidades, que geram novas invenções. E nesse ritmo, as sociedades vão caminhando e se desenvolvendo.
Desde a adesão da burguesia na elite social, o desenvolvimento do comércio demandou um maior mercado consumidor. Com os burgueses interessados em ampliarem suas zonas de influência no comércio, o desenvolvimento do capitalismo que caracterizava a estrutura social burguesa desencadeou na globalização, uma característica fundamental da Idade Contemporânea.
A globalização permitiu que pessoas do mundo inteiro pudessem adquirir os produtos oferecidos por empresas de diferentes nações, e esses produtos chegaram ao alcance dessas populações através do desenvolvimento da comunicação (que permitiu aos burgueses propagandearem seus produtos de forma rápida, de modo a convencer as pessoas a os comprarem, para atenderem suas necessidades) e do desenvolvimento da tecnologia, que busca transportar os produtos de forma cada vez mais rápida e segura, conforme as necessidades dos burgueses.
Como já dizia Karl Max na Idade Moderna, "para o capitalismo, tudo o que é sólido se desmancha no ar", ou seja, para o capitalismo funcionar, é necessário que as pessoas sintam necessidades novas, para comprarem coisas novas, e novamente sentirem novas necessidades. Por isso, as rápidas inovações científicas e tecnológicas se tornaram necessárias para compatibilizarem com a estrutura social da Idade Contemporânea.
Dessa forma, os cientistas trabalham nas inovações tecnológicas, nas descobertas medicinais, etc., e para isso exploram recursos na terra, no mar, no ar e até mesmo no universo. A tecnologia atual permite que façam isso. E permite também que busquem recursos dentro de seus próprios corpos, como o caso das células-troncos.
Dessa forma, como foi dito, os cientistas trabalham para atenderem as demandas da sociedade em um âmbito geral. A mídia, por meio dos veículos de comunicação, expõe a sociedade em quase todas as suas vertentes, permitindo que os cientistas analisem a sociedade e caminhem para a sua melhoria e desenvolvimento. Melhoria e desenvolvimento de recursos, pode até ser, mas e enquanto a melhoria e o desenvolvimento intelectual?
Devido a necessidade de inovações rápidas, os cientistas anunciam seus feitos e descobertas e os jogam na sociedade do consumo, e voltam suas atenções para novas pesquisas. A sociedade consumista, em sua maioria, absorve e usufrui, sabendo apenas que algum complexo mecanismo cuja estrutura não se tem e não se quer ter nem mesmo noções básicas, permitem que façam o que estão fazendo, seja ao trocar de canal com o controle remoto, seja ao tomar uma vacina para prevenir doenças.
Assim sendo, da mesma forma em que a mídia auxilia os cientistas a trabalharem para o desenvolvimento da humanidade, deveria informar a sociedade os trabalhos dos cientistas, para que a sociedade possa entender e axilia-los, já que, como foi mostrado, as divulgações científicas foram fundamentais para o seu rápido progresso. Isso deveria ser um ciclo. Um ciclo que quase nunca se completa, mas que se completou no caso das células-tronco embrionárias no primeiro semestre de 2008 no Brasil.

A ciência, a mídia e a sociedade nas células-tronco embrionárias – Parte II

Desde proposto o julgamento que definiria se a utilização de células-tronco extraídas de embriões para fins terapêuticos seria permitida ou não, cientistas e religiosos defenderam com garras as suas opiniões.
Nos artigos que foram publicados em jornais como Folha de São Paulo e O Globo, bem como para entrevistas que concedeu para vários telejornais como o Jornal Nacional, Globo Notícias, Globo News, SBT repórter, Fantástico e para alguns telejornais da Rede Record, a geneticista da Universidade de São Paulo, Mayana Zatz, defende a opinião de que a liberação para pesquisas com células-tronco embrionárias colocaria o Brasil no mesmo patamar dos países desenvolvidos que permitem esse tipo de pesquisa nesse ramo.
Em uma rápida visita que fez ao Ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, algumas horas antes do julgamento do dia 5 de março de 2008 pelo Supremo Tribunal Federal, a geneticista disse que a proibição das pesquisas com células-tronco embrionárias não mudaria o destino dos embriões, que permaneceriam congelados.
Dessa forma, o Brasil acompanharia os países desenvolvidos realizando pesquisas e descobertas que contribuiriam para a melhoria da qualidade de vida da população e de possíveis curas para pessoas portadoras de deficiência física ou de doenças degenerativas, tornando-se potenciais em turismo medicinal e progredindo social e economicamente falando, enquanto o Brasil ficaria com a possibilidade desse tipo de crescimento trancada nos frízeres dos laboratórios. (literalmente!)
Tanto a geneticista quando o Ministro estavam otimistas em relação ao julgamento que foi adiado horas após a conversa. Um dos motivos do otimismo para o Ministro, que também teve artigos sobre o tema veiculados em alguns jornais, foi justamente a forma como a mídia estava trabalhando o caso.
Na opinião do ministro, o posicionamento a favor da liberação das pesquisas por parte da mídia se mostrava evidente, e ele acreditava que, da mesma forma que a mídia influenciou os acontecimentos no escândalo do mensalão, influenciaria ali, no caso das células-tronco embrionárias.
As respostas dos religiosos não ficaram para trás. Ao levantarem questionamentos sobre a ética em se matar um embrião para obtenção de células-tronco, afirmando tratar-se o embrião de um ser humano, e, como tal, pela constituição, ter direito à vida e à proteção, iniciou-se um debate que despertou a atenção e o interesse da população.
Dessa forma, os jornais se viram repletos de artigos contendo argumentos e contra-argumentos de ambos os lados. E, para fazer com que a população compreendesse o conteúdo dos artigos, os jornais de repente se viram explicando para a população como agiam diversas doenças e como as células-tronco embrionárias poderiam combatê-las, explicando o que são células-tronco, divulgando, como ha muito não faziam, a ciência pura e simples, em sua essência.
E assim, estabeleceu-se o contato da população com a ciência, e não com o seu fruto, no Brasil. A mídia despertou o interesse científico de várias pessoas. Se continuar tratando outras questões científicas como trataram as células-tronco embrionárias, a mídia pode auxiliar não somente a ciência, mas também o desenvolvimento do país.
Como vimos, o desenvolvimento da ciência e da tecnologia são fundamentais para o desenvolvimento social. E, como também citado anteriormente, as divulgações científicas foram um dos aspectos que acelerou o crescimento científico e tecnológico na Idade Moderna e ainda mais na Idade Contemporânea, com a comunicação instantânea que a tecnologia atual permite entre pessoas de diferentes lugares do planeta.
A ciência e a tecnologia permitem que os meios de produção se tornem cada vez mais rápidos e eficazes, bem como o transporte dos produtos de forma segura e de maneira que não estraguem, quando alimentícios, ou danifiquem, quando objetos.
Tudo isso contribui de forma significativa para o desenvolvimento do país. O que falta, de acordo com os dados do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), é mão de obra qualificada para atender os interesses dos investidores nas áreas científicas e tecnológicas, fundamentais para o progresso de qualquer nação.
Nos países desenvolvidos, o número de doutores em áreas de ciência e tecnologia, segundo o MCT, ultrapassam 600 mil. No Brasil, não chegam a 100 mil. Mas, com incentivos como as bolsas de estudo oferecidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que tiveram um aumento de mais de 20% para mestrados e doutorados, como anunciou o Ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, no aniversário do CNPq em abril deste ano [agora ano passado ;P], e com a mídia trabalhando de forma a despertar os interesses científicos e tecnológicos, como trabalhou na cobertura das células-tronco embrionárias, os governantes esperam atingir esse mesmo patamar, de 600 mil doutores, até 2012.

2 comentários:

Don Danu disse...

vou precisar de mais tempo pra ler isso xD~
bjo

Luiz Gonçalves disse...

Aiai... E eu achando q esse papo jah tinha acabado =P

Tah, concordo em usar embrioes congelados para as pesquisas e projetos... Soh nao concordo com o desenvolvimento de embrioes especificamente para este tipo de pesquisa (pq ai jah eh maldade =P)

Mas whatever... Boa reportagem jornalística/histórica/científica/filosófica... =]

Bjus...